Após a vitória por 5 a 2 sobre o Bahia de Feira de Santana, que garantiu por antecipação a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil, o centroavante soube ainda que, além de assumir a artilharia desta edição da competição nacional com seis gols, passou a ter 19 tentos em 15 partidas que disputou no torneio. Estatística que o assustou.
“Nossa! É uma média excelente. Mas trocaria tudo por um título”, falou, seco, o atacante que, nas passagens anteriores pelo Tricolor, conseguiu somente ser campeão do Torneio Rio-São Paulo de 2001. Por isso, até minimiza seus gols marcados neste ano contra São Caetano, Portuguesa, Independente de Tucuruí (quatro), Santos e Bahia de Feira de Santana (dois).

“Minha função é estar ali e colocar a bola para dentro. Quando puder fazer gol e ajudar, vou fazer. O dia que não der para fazer, tentarei dar o meu melhor futebol, dar assistência e fazer o time ganhar. Esse é o meu objetivo. O mais importante é ver o grupo feliz, depois vemos quem é artilheiro. Não adianta nada fazer gol e perder”, apontou.
E o capitão na ausência de Rogério Ceni cumpriu suas palavras na Bahia, ao fazer um trabalho de pivô para Maicon balançar as redes. “O Leão pediu para eu entrar e sair na frente para concluir a gol. O Luis me deixou muito bem e pude fazer o gol”, comemorou o meia.
A noite só não foi perfeita porque Luis Fabiano perdeu chance clara. Quando a partida estava 4 a 2, pouco depois de o time baiano fazer seu segundo gol, o camisa 9 recebeu de Maicon dentro da área, sem goleiro, e bateu de primeira para fora. Jogada que fez o artilheiro se envergonhar.
“O campo não ajudou muito, mas não tem desculpa. Não me lembro de ter perdido um gol dessa forma, foi muito feio. Eu deveria ter dominado a bola, chutado com mais precisão, inventado alguma coisa. Não tem perdão”, sorriu, ressaltando, contudo, a necessidade de a equipe ampliar a boa fase até levantar uma taça.
“Temos que manter este futebol até as finais para alegria do torcedor, que está esperando [por um título] há três anos”, afirmou, em referência ao jejum de títulos que o São Paulo mantém desde a conquista do Campeonato Brasileiro de 2008.