A equipe em questão é o Catanduvense. Contra o Palmeiras, pela terceira rodada do Paulistão, a diretoria estipulou o valor de R$ 80 para a arquibancada comum - que costuma ser R$ 60 - e R$ 150 nos lugares cobertos. Resultado: 5.422 pagantes, com 9.038 lugares colocados à venda. E tome assento vazio.
Entendo que não foi caro, mas também não foi satisfatório. Fizemos isso porque foi o nosso único jogo contra um time grande nesse Paulistão e era a oportunidade de a torcida nos ajudar, mas não foi isso o que aconteceu - contou o gerente de futebol do Catanduvense, Vágner Violin, que não mostra arrependimento pela aposta:
- Faria de novo. Na próxima vez em que estivermos na elite, talvez a solução seja mandar jogos em outras cidades.
No próximo fim de semana, será a vez da Ponte Preta, que estipulou R$ 60 para as entradas do jogo contra o Corinthians. O preço vai de R$ 30 a R$ 40.
O ingresso caro também foi motivo para esvaziar estádios no Campeonato Paranaense. Os preços salgados contra Coritiba e Atlético-PR fizeram o Corinthians-PR deixar de faturar no Ecoestádio. Contra o Coxa, a bagatela de R$ 95 só foi paga por um público de 113 pagantes. A razão foi atípica.
- Queríamos protestar contra a Polícia Federal, que disse só poder organizar a saída de 800 torcedores, em um estádio em que cabem 4 mil - justificou o presidente do "Timãozinho"", Joel Malucelli.
E contra o Atlético-PR, com ingresso custando "só" R$ 60, apenas 132 assistiram ao jogo. A culpa?
- Do mau tempo. Choveu muito e ninguém saiu de casa - explica Malucelli.
Na contramão, Pernambuco dá o exemplo de como o ingresso barato influencia na média de público. Com uma promoção que dá direito
a 50% de desconto, a competição é campeã brasileira de público entre os Estaduais (8.541 pagantes/jogo). Se clubes e federações não baixarem os preços, vai ficar mais difícil para os debilitados Estaduais.