A denúncia foi protocolada na segunda-feira para ser analisada pela procuradoria do STJD, mas o procurador-geral do tribunal, Paulo Schmitt, informa que ainda nem recebeu a documentação para dar seu parecer. “Não devo ver a papelada nesta semana, só depois da Páscoa”, contou Schmitt.
É mais uma etapa demorada do caso Oscar. Neste ponto, o São Paulo entende que a postura do Inter é de aliciamento. Se o STJD concordar, o Inter pode ser punido com multa de R$ 100 a R$ 100 mil ou punição de alguns de seus dirigentes de 60 a 180 dias.

A nova medida é uma resposta à indiferença do Colorado em relação à notificação do Tricolor assinada pelo diretor de futebol Adalberto Baptista e publicada no site oficial são-paulino. O Inter alega não ter recebido o documento, mas o minimiza, assim como a representação no STJD.
Com vitória no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), que ordenou a revinculação de Oscar à equipe do Morumbi e foi atendido pela CBF, o Tricolor e seus advogados têm estranhado a postura do time de Porto Alegre, que pagou 3,5 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos de Oscar em meio à briga judicial do meia com o São Paulo em 2010.
Publicamente, o São Paulo alega a intenção de contar com Oscar e existe até uma esperança de que ele se apresente, mas o advogado do meia insiste que o jogador não quer voltar ao clube que o formou e até tentou, em vão por duas vezes, depositar em juízo R$ 4,5 milhões para liberá-lo do vínculo com a equipe do Morumbi.
Sem conversa também com o Inter, o Tricolor, nos bastidores, enxerga uma briga entre Giuliano Bertolucci, empresário de Oscar, e Inter para definir quem ofereceria uma quantia para desvincular o atleta do São Paulo. O presidente Juvenal Juvêncio, apoiado por seus advogados, deseja cerca de R$ 20 milhões.