Sem clássicos a disputar, o time terá pela frente adversários na parte intermediária da tabela (exceção feita ao Mogi, que faz boa campanha, mas que joga no Morumbi) e os sete triunfos consecutivos dão moral para pensar em vencer os jogos restantes.
Leão acredita que definir a classificação no Morumbi é uma vantagem pequena para um campeonato tão longo, mas atingir a liderança dá moral a um elenco que ainda está em fase de formação e pode ajudar na hora da decisão. O treinador comemora a ascensão sorrateira ao topo e acredita que, a partir de agora, o Tricolor entrará na mira dos rivais.
"No começo do ano, as manchetes não eram favoráveis ao São Paulo e ainda não são. Que continue assim. Estamos subindo devagar, com consciência, e nos deparamos com o primeiro lugar", afirmou.
A expectativa dos jogadores é encontrar um adversário fechado no campo de defesa e tentando conseguir o resultado em um lance isolado de contra-ataque.
A equipe do interior pode se manter longe da degola mesmo com um empate, As dimensões reduzidas da Arena Barueri (o Morumbi está alugado para shows) facilitam a retranca rival, por isso o Tricolor espera dificuldades. "Todo mundo falava que contra o XV seria fácil, mas eles se fecharam na defesa e sofremos bastante. Precisamos evitar esse tipo de susto e tentar construir o resultado logo", analisou o volante Rodrigo Caio, que volta ao time no lugar de Piris, suspenso.
O São Paulo não poderá contar mais uma vez com Luis Fabiano, que não se recuperou de um edema na coxa esquerda e desfalca a equipe pelo segundo jogo seguido (não pegou o Mirassol pelo mesmo motivo).
A maior decepção, no entanto, foi o veto de Fabrício, que treinava normalmente com o restante do elenco ontem, mas acabou deixando a atividade com dores na panturrilha direita, mesmo lugar da lesão que o mantém afastado desde os 22 minutos em que atuou contra o Bragantino, na 9.ª rodada. O jogador continuará em tratamento para pôr fim ao problema que já incomoda também a comissão técnica.