A artimanha é chamada de “golpe do escorpião”. Inspirado em Hernanes, o camisa 25 faz o gesto esticando uma das pernas para tentar impedir o avanço de um adversário, deixando a outra como apoio. “É um dos meios de marcação. Sempre que precisar, vou usar para desarmar”, assegurou.

Por ao menos quatro vezes, o escorpião parou Neymar no último San-São. Rodrigo Caio até acabou expulso aos oito minutos do segundo tempo, por ter recebido o segundo cartão amarelo, e não pôde enfrentar o Mirassol no domingo. Mas foi amplamente elogiado por Emerson Leão e seus companheiros pela atuação diante do astro do Peixe e da Seleção Brasileira.
Por isso, crê que ajudou a mudar a má impressão deixada na derrota por 5 a 0 para o Corinthians, em 26 de junho do ano passado, no Pacaembu, quando Rodrigo Caio estreou entre os profissionais. “Aquele jogo foi uma consequência. Tentei dar o meu máximo, mas o time estava muito desfalcado. Com a sequência, fui mostrando meu potencial, me dedicando e esperando as oportunidades. Quando tive, aproveitei.”
Ao garoto do 18 anos, com a confiança garantida em campo, agora só resta balançar as redes pela primeira vez desde quando deixou as categorias de base. “Gol é consequência. Estou em uma condição muito boa, com uma sequência boa. Com o tempo, o gol vai sair naturalmente. É um sonho fazer o primeiro gol com a camisa do São Paulo. Já já sai”, comentou.