Tudo porque a CBF decidiu criar uma corregedoria e uma ouvidoria exclusivamente para tratar de assuntos ligados ao mundo dos homens de preto.
As novidades são consequência da insatisfação dos grandes clubes de São Paulo e Rio de Janeiro. Na reunião de segunda-feira, o presidente da CBF, José Maria Marin, ouviu uma série de reclamações dos cartolas a respeito do nível de arbitragem.
A corregedoria deve ser constituída ainda em abril, para estar em pleno funcionamento no início do Campeonato Brasileiro. Ela será formada por ex-árbitros e servirá para fiscalizar os juízes, suas atuações e procedimentos. Se a medida não funcionar, Marin cogita até a possibilidade de mexer na Comissão de Arbitragem da CBF, hoje presidida por Sérgio Correa.

Cheios de moral
Todos os presidentes de clubes paulistas que participaram do encontro com Marin na segunda-feira voltaram do Rio de Janeiro com a convicção de que a CBF será bem mais democrática do que durante a Era Ricardo Teixeira.