“Esta vitória significou muito, deu moral. Mesmo com um a menos, soubemos nos defender bem, controlar a bola e mostrar que temos capacidade. Estamos fazendo uma grande temporada, já tínhamos cinco vitórias seguidas. Só faltava o clássico, e vencemos o atual campeão da Libertadores. Agora, vão nos olhar com outros olhos. Quem duvidada da nossa equipe já não duvida mais”, comemorou Lucas.
O próprio camisa 7, conhecido dentro do elenco por suas piadas e apelidos, vive novamente ares mais tranquilos após a decisiva atuação no San-São que deixou de lado o desentendimento com Emerson Leão sobre seu estilo individualista. Lucas já chega ao CT da Barra Funda distribuindo sorrisos, como de costume.
O treinador também exibe mais uma vez seu ar de competência comprovada. Leão sempre se mostrou irritado com os argumentos de que a vitória por 4 a 1 sobre o Santos, na última rodada do Brasileiro do ano passado, não foi em um clássico porque o rival atuou cheio de reservas, pensando no Mundial de Clubes. E insistia em sua tese de que São Paulo x Portuguesa é clássico – portanto, os 2 a 1 pelo Paulista precisariam ser mais valorizados.
Fernando Dantas/Gazeta Press

Denis treina em paz depois da vitória de domingo: sensação é de que ninguém duvida mais do time
Os 3 a 2 diante do Peixe no último domingo, contudo, serviram como uma resposta tão grande aos contestadores que sua tarefa nesta semana tem sido de conter os ânimos. Publicamente, os jogadores admitem sonhar com um título neste semestre, mas reforçam que a definição tanto no Paulista quanto na Copa do Brasil está distante. Leão faz a sua parte de convencimento avisando que o time nem está pronto.
Em meio a lesões, o técnico até se preocupou com sua promessa de achar uma equipe ideal em abril. “Por enquanto, priorizamos a vitória e o entrosamento. O time não está definido como pretendemos, os atletas estão evoluindo. Por isso pedi o mês quatro. O time pode não estar bem tecnicamente, mas estará bem fisicamente”, disse, afastando qualquer comparação com os outros grandes de São Paulo e do Brasil.
“Não queremos ser classificados como melhores ou piores, não queremos comparações. Estamos preocupados agora, que estamos só ganhando, da mesma maneira como quando estávamos ganhando, empatando e perdendo. E a cada vitória aumenta a responsabilidade”, ressaltou, satisfeito com a atual sequência de seis vitórias – algo que não ocorria no clube desde o Brasileiro de 2009.
“Mas não queremos só sucesso, vencer, bater recorde. A prioridade é formar e definir o time. O time está se encontrando, nos satisfazendo, com os índices aumentando. Isso faz o treinador, o torcedor e os jogadores, que são o principal objetivo de todos, estarem bem. E se os atletas estão alegres, confiantes e satisfeitos, todos podem render mais”, comentou o chefe.