Sem rodeios, o atacante explicou os motivos de os resultados não terem vindo. "O espírito não era o mesmo, tinha jogadores que estavam terminando contrato, alguns insatisfeitos, ano passado estava tudo muito acomodado, dava para notar dentro de campo", afirmou. O presidente Juvenal Juvêncio parece ter identificado o mesmo, não renovou contratos, contratou reforços, dispensou outros através de empréstimo ou venda direta - casos de Dagoberto, Marlos e Xandão, por exemplo -, e renovou o grupo.

Luis Fabiano deixou claro que a mudança foi positiva. "Hoje é diferente, chegaram jogadores que estavam com vontade de aparecer no cenário nacional, de ganhar títulos, posso dizer hoje que a gente está começando a ter um entrosamento para lutar por coisas grandes", afirmou o camisa 9.
Por coisa grande entenda títulos, o que falta na carrera de Luis Fabiano no Sâo Paulo. Mesmo ídolo do clube, com a torcida o ovacionando sempre - sua apresentação teve mais de 45 mil pessoas no Morumbi -, ele ganhou apenas o Rio-São Paulo de 2001 com a camisa tricolor. O centroavante garante não se incomodar com o fato e se apega no vínculo que tem com o clube até março de 2015 para mudar isso.
"Até então, não é frustrante ter só um título pelo São Paulo. Porque eu acredito que ainda restando três anos de contrato eu vá conseguir muitos títulos pelo São Paulo, é um time de qualidade, acredito muito nesse time. O Rogério já elogiou [o time], e ele está há muitos anos aqui", projetou.
O atacante ainda admitiu a possibilidade de encerrar a carreira na Ponte Preta, clube que o projetou. "É possível, eu gostaria sim de fazer um tipo de despedida na Ponte Preta para retribuir tudo aquilo que a Ponte fez por mim, era o time do meu avô, praticamente meu pai, e eu devo isso a Ponte Preta", afirmou.