“Assisti ao jogo, e o Lucas realmente não jogou bem. Mas ele não é mimado. Ele tem um potencial, é hoje no Brasil, ao lado do Neymar, o único que recusou proposta do exterior. O São Paulo recusou 25 milhões da Inter e 30 milhões do Chelsea. Lucas está sendo mal administrado, mal trabalhado. Ele é patrimônio do clube”, disse Wagner Ribeiro.
“É como ter uma Ferrari. Você sabe que ela anda rápido, mas se tiver um piloto que não sabe dirigir, que não sabe trocar as marchas, o carro não vai bem. O Lucas é um Ferrari, um jogador de seleção brasileira, que não quer sair do São Paulo e que ama o clube. Ontem ele realmente não estava bem, mas estava obedecendo a ordens”, completou.

Wagner Ribeiro ainda disse que o São Paulo está colocando a torcida contra o jogador e negou qualquer ato birrento de Lucas neste final de semana. O meia foi criticado por Leão por ser muito individualista contra o Independente (PA) e resolveu tocar bastante a bola contra a Portuguesa. No fim, o comandante voltou a reclamar, desta vez da falta de individualidade do meia.
“Não tem birra. Lucas é muito bem formado, com personalidade. Ele não quer polêmica. Ele é empregado do clube e quer cumprir ordens. Mas ao mesmo tempo sabe que o forte dele é pegar a bola e partir em velocidade, contra a marcação”, disse. “O São Paulo sempre teve um estrutura excelente, mas está dirigindo mal o Lucas. Estrão colocando ele contra a torcida. Amanhã o time perde um jogo, e o culpado vai ser o Lucas”, completou.
Perguntado posteriormente, Wagner Ribeiro disse que é a comissão técnica quem não está sabendo aproveitar Lucas. O empresário ainda disse que o técnico Leão acabou sendo maldoso ao comentar que não sabia o que o meia fazia fora do tempo de trabalho. “Foi até um pouco maldosa (a declaração). O Lucas sempre convive com as melhores pessoas da família, os melhores amigos. Sempre o aconselhamos de ser bastante profissional, respeitar a todos e jogar futebol. É isso que ele tem feito”, disse.