No jogo deste domingo, o camisa 7 parecia intimidado em buscar o drible, a sua principal jogada. No intervalo, ao ser questionado sobre a sua atuação, alegou que estava cumprindo apenas "o que haviam pedido".
“O Lucas me pareceu tocando a bola quando poderia individualizar, na hora em que estava próximo da área. Não fez, optou, talvez para seguir alguma coisa e não foi Lucas. Não rendeu, por isso saiu. Só espero que não repita”, avisou Leão, em tom de alerta.

No entanto, o treinador são-paulino avisa que está disposto a ajudar Lucas a encontrar o ponto ideal entre os passes e os dribles. Leão espera apenas que o camisa 7 esteja disposto a seguir as suas orientações.
“Ele é um grande jogador. E, como grande, às vezes erra a medida. Estamos aqui para orientá-lo. Só que o atleta passa apenas duas ou três horas conosco, e passa 21 horas ali (apontou para fora), aí complica. Mas nada como um dia após o outro”, emendou o técnico.
Experiente, Leão reconhece a importância de Lucas como um dos alicerces do São Paulo ao lado de Jadson, Luis Fabiano e do próprio goleiro Rogério Ceni, quando estiver recuperado da contusão no ombro - a partir do início do segundo semestre. Portanto, o camisa 7 precisa estar na mesma sintonia do elenco.
“O Lucas é um jogador inteligente, precisa saber que representa muito e precisa fazer muito. Por isso, a gente cobra muito, orienta muito. Ele tem bastante a dar”, encerrou Leão.