O técnico Emerson Leão tem enfrentado muitos contratempos com seus jogadores nesta temporada – lesões, cirurgias, excesso de cartões. Mas de uma coisa ele não pode reclamar: sempre que a situação aperta no São Paulo, o meia Cícero está lá para dar uma força. Vice-artilheiro do clube na temporada, com seis gols, o camisa 16 é do tipo faz-tudo: se o problema é na lateral, ele assume. No ataque? Tudo bem. Na defesa, também pode dar um jeito e no meio... bom, é o seu território.
Com esta determinação, ele já marcou cinco vezes no Paulistão e uma pela Copa do Brasil. Neste domingo, às 16h, contra a Portuguesa, no Morumbi, espera manter o embalo. Com 25 pontos, o Tricolor busca sua terceira vitória seguida no estadual para continuar entre os primeiros.
“Nosso objetivo é ampliar o número de vitórias para melhorar nossa média no torneio”, reconhece Cícero.
Além de ajudar o Tricolor na briga pelos resultados, o meia tem outro estímulo para continuar se destacando na competição. Convocado pelo técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, para o primeiro jogo do Superclássico das Américas contra a Argentina, no ano passado, ele luta por nova chance.
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Mostrar serviço/ Naquela ocasião, Cícero nem chegou a entrar em campo. Mas a experiência despertou sua ambição. “Todo jogador sonha em ter uma sequência para poder mostrar seu futebol”, destaca.
E futebol está lhe sobrando neste ano, tanto que é muito elogiado pelo técnico Leão. “Há pessoas que não gostam do futebol dele, mas eu gosto.”
Com a confiança do comandante, Cícero promete manter o empenho. “O principal é poder ajudar a equipe”, explica, satisfeito pela temporada. Uma fase que ele considera boa, mas não a melhor de sua carreira. “Vivi momento melhor em 2008”, lembra-se. Naquele ano, ele foi vice-campeão da Libertadores com o Fluminense. Quem sabe, ele não ajuda outro clube tricolor a fazer mais uma final?
Entrevista
Cícero_ Meia do Tricolor, autor de sete gols nesta temporada
‘Não me preocupo com a artilharia’
DIÁRIO_ Qual o segredo da sua versatilidade?
CÍCERO_ Sempre tive este perfil, desde o início da minha carreira. Eu procuro observar o que o treinador pede e seguir as orientações. Tem funcionado.
Você já atuou como meia, lateral, atacante... mas qual é sua posição preferida?
Eu gosto é de jogar no meio de campo, com outro jogador na frente para eu aparecer como surpresa.
Mesmo sendo improvisado a cada hora em uma posição, você tem se destacado. Mas, se pudesse, gostaria de jogar mais fixo em uma só função? Acha que renderia ainda melhor?
O mais importante é a liberdade que o Leão me dá para atuar dentro de campo. Claro que, pensando em conquistar um lugar na seleção, seria interessante atuar mais como meia. Mas o fundamental é continuar ajudando o time.
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Então, voltar à seleção brasileira para ter chance de disputar a Copa de 2014 é uma prioridade agora?
A seleção é sempre um objetivo para qualquer jogador. Fui chamado no ano passado e gostaria de voltar, porque todo mundo sempre quer ter uma sequência para poder mostrar seu potencial. Mas eu deixo acontecer naturalmente. O que eu preciso é fazer meu trabalho aqui no São Paulo.
Você é o segundo maior goleador do Tricolor. Pretende brigar pela artilharia até o fim do campeonato?
Eu não me preocupo com a artilharia. Deixo a função de marcar gols para os atacantes. Se eles marcarem três ou quatro por jogo, será ótimo para o São Paulo. Mas, claro, se eu puder fazer um gol por jogo, vai ser sempre muito bom.
Ficha técnica
São Paulo
4-4-2
Denis; Piris, Rhodolfo, Edson Silva e Cortez; Casemiro, Denílson, Jadson e Cícero; Lucas e Luís Fabiano
T: Leão
Portuguesa
4-4-2
Wéverton; Ivan, Renato, Rogério e Marcelo Cordeiro; Léo Silva, Boquita, Guilherme e Henrique; Ananias e Ricardo Jesus
T: Jorginho
PAULISTÃO > 1ª FASE — 13ª RODADA
Onde: Estádio do Morumbi, em São Paulo, às 16h
Juiz: Flávio Rodrigues Guerra
TV: Pay-per-view

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