O treinador comandou uma atividade técnica após realizar aquecimento com bola, dividindo o elenco em duas equipes, sem definição de titulares. A ideia do chefe era treinar movimentação, e ele demonstrou insatisfação com o desempenho de Lucas neste quesito.
“Você é o que mais se movimenta, quem mais tem condição, e está parado”, reclamou Leão, aproximando-se de Lucas, que nem cruzou olhares com o chefe no momento da bronca, assim como não se mexeu imediatamente – o caso ocorre logo depois de o meia-atacante questionar tantas contestações às suas jogadas individuais.

A atividade seguiu normalmente, com o camisa 7, que não estava tão imóvel, mantendo suas alternâncias com passadas de uma lateral a outra. Leão já havia reclamado de um certo individualismo do meia, que chegou a rebater as críticas pelo Twitter na quinta-feira e, nesta sexta, na volta da folga, o camisa 7 voltou a ouvir as cobranças. Os colegas também ouviram reclamações do treinador, que apontava quem estava livre, exigindo passes longos e rápidos, além de maior mobilidade geral.
A voz de Leão já tinha se tornado presente em palestra antes do treino. Antes de ir ao gramado, o grupo ficou reunido para ouvir o chefe falar não só sobre o desempenho que ele mesmo apontou como ruim diante do Independente, mas também da partida de domingo, contra a Portuguesa.
Mais tarde, já em campo, todos os atletas da atividade ficaram no círculo central ouvindo nova palestra do comandante. Na sequência, o treino foi de bola parada, com Lucas, Cícero e Jadson batendo faltas direto ao gol, cruzamentos de Piris, Rodrigo Caio, Bruno Cortez e Henrique Miranda em outro gol e outro grupo cobrando escanteios.
A equipe volta a entrar em campo às 16 horas (de Brasília) deste domingo, no Morumbi, diante da Portuguesa, pelo Campeonato Paulista. Uma vitória, ao menos, solidifica a equipe entre as quatro primeiras colocadas.