“Às vezes não entendo. Se parto para cima, eu estou errado. Se toco de lado, também estou errado... Não sei mais o que faço...”, escreveu o meia-atacante em seu Twitter, sem citar o nome do treinador, mas ciente das contestações que tem ouvido por conta de seu estilo demasiadamente driblador.
Também sem falar especificamente de Lucas, Leão reclamou exatamente da preocupação em fintar um adversário em vez de buscar um colega melhor colocado ou fazer o jogo fluir. Para o comandante, os seguidos equívocos neste quesito foram fundamentais para que o Tricolor não voltasse do Pará já classificado e com uma semana inteira para descansar.

“Driblar é bom, mas em excesso é péssimo. No futebol, você procura a bola, se apresenta, se movimenta, recebe, toca e sai ou fica devendo. Futebol é coletivo”, argumentou o treinador, cobrando eficiência de seus comandados. “Quando não se acerta o gol ou passes e se complica no drible, não há sucesso.”
Como os atletas que viajaram para Belém receberam folga nesta quinta-feira, Leão e Lucas poderão se reencontrar somente na reapresentação na manhã de sexta-feira. Mas o atleta já amenizou seu discurso mesmo no Twitter – pela rede social, ele recebeu uma série de críticas por ser individualista. “Está tranquilo. O que me deixa mais feliz,é entrar aqui e ver o carinho que minhas fãs têm comigo. Isso me da muita força e não deixa eu ficar triste...”
Leão se impôs como uma de suas primeiras tarefas ao começar esta passagem pelo clube, no fim de outubro do ano passado, fazer Lucas render de acordo com seu potencial. Já conseguiu convencer o jogador de que suas características são mais de um segundo atacante, pelo lado direito, do que de meia. Agora, deve tentar fazê-lo tocar mais a bola.