Não á a primeira vez que a relação de Cuca com o clube fica estremecida. Em 2008, Muricy o acusou de se oferecer ao clube quando ele ainda estava na direção. Cuca desculpou-se dizendo que havia, sim, ligado para Juvenal Juvêncio, mas que fazia isso constantemente. E não só em datas especiais, como no aniversário do presidente. Muricy, em entrevista à revista ESPN, disse que havia aceitado as desculpas e que a amizade com Cuca continuava.

De uma maneira ou de outra, atitudes que o São Paulo analisa como precipitadas continuam afastando Cuca do São Paulo. Ele é considerado um treinador que entende muito de futebol, mas com pouca tranquilidade. Quando dirigiu o clube em 2004 conseguiu bons resultados mas fora do campo foi um desastre. Em caso de derrotas, ficava totalmente desequilibrado, com sintomas de depressão. Gostava de estar bem com os repórteres e "distribuía" furos a todos. Confessou que tinha medo de fritura e não conseguiu segurar que tinha uma oferta do mundo árabe. A imprensa soube antes da diretoria.
Quanto a Nilmar, o São Paulo ainda tem esperanças. São poucas, pois os diretores sentiram na carne o que seus companheiros do Corinthians já sabiam: a grande confiança e dependência que o atacante tem em relação a Orlando da Hora, seu procurador. Se o acerto depende de um rompimento, é melhor esperar sentado.