Mais um ano para o São Paulo esquecer

Fonte Marca Brasil

Após colecionar fracassos em 2010, a diretoria do São Paulo acreditava que 2011 seria diferente, mas a temporada se mostrou amarga para o Tricolor, que passou mais um ano em branco e aumentou o jejum de título para três anos.
A revolta da torcida só é amenizada pela volta de Luis Fabiano e as marcas de Rogério Ceni, que atingiu 100 gols na carreira e mil jogos pelo clube
Janeiro
Mesmo sem ter conquistado nada no ano de 2010, o ano são-paulino não começou turbulento. Pelo contrário. Com a manutenção do técnico Paulo César Carpegiani no comando, a pré-temporada foi realizada sem nenhuma grande alteração.

Com dificuldades, a diretoria pouco contratou e nenhum nome de peso veio no início do ano. No Campeonato Paulista, sem muita dificuldade, o Tricolor começou com uma campanha boa e se manteve entre os primeiros colocados.
Fevereiro
Além de manter o desempenho positivo no Paulista, neste mês o clube estreou na Copa do Brasil, competição que não disputava desde 2003 e jamais venceu. No jogo inaugural, contra o Treze, na Paraíba, vitória fácil por 3 a 0.
Porém, ao menos fora dos campos, enquanto o time não estava em crise, mas não conseguia brilhar, a diretoria trabalhava a contratação de Luis Fabiano, de forma misteriosa e sem alarde.
Março
Este foi o mês mais marcante para a torcida são-paulina, num ano em que todos querem esquecer. Primeiro pelo presente concedido pela diretoria aos torcedores: a repatriação do atacante e ídolo do clube Luis Fabiano. No dia 11 de março, o Tricolor anuncia, de forma oficial, a contratação do jogador, que custou R$ 17 milhões aos cofres do clube.
Depois, no dia 27 de março, em jogo contra o Corinthians, na Arena Barueri, o goleiro Rogério Ceni mais uma vez se torna protagonista ao marcar o centésimo gol, de falta, justamente sobre o maior arquirrival do clube, no jogo que, também, encerra um longo jejum contra o Timão de quase quatro anos sem vitórias.
Por fim, dois dias depois ao feito histórico, Luis Fabiano é apresentado oficialmente no Morumbi, que recebeu mais de 45 mil pessoas em plena terça-feira para recepcionar o ídolo.
No Campeonato Paulista, o time seguia bem.
Abril
Ainda sem poder contar com Luis Fabiano, que se recuperava de lesão, o São Paulo terminou a fase de grupo do Campeonato Paulista na primeira posição e, por isso, nas quartas de final encarou e venceu a Portuguesa por 2 a 0.
Porém, no último dia do mês, o time perde para o Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso, em pleno Morumbi, por 2 a 0, na semifinal, e é eliminado do Estadual. Contudo, como prêmio de consolação, neste mês o Tricolor bate o Santa Cruz e o Goiás e chega às quartas de final da Copa do Brasil, grande objetivo da temporada.

Maio
Este tinha tudo para ser o grande mês de 2011, mas tudo foi, literalmente, por água abaixo. Enquanto a diretoria, comissão técnica e o próprio Luis Fabiano marcaram duas vezes a data da reestreia do jogador, e ambas foram canceladas, na prática, nada aconteceu. O Fabuloso não entrou em campo por conta das fortes dores no joelho direito e, para piorar, os médicos precisaram operá-lo.
Dentro de campo, nada certo também. Após vencer o jogo de ida das quartas da Copa do Brasil contra o Avaí, por 1 a 0, no Morumbi, o time foi até Florianópolis e lá se iniciou uma grande crise. Ao perder para o rival por 3 a 1, o São Paulo foi eliminado da competição e ainda viu seu técnico, Paulo César Carpegiani, e o veterano meia Rivaldo discutirem feio e trocarem acusações.
A diretoria chegou a demitir o treinador, mas voltou atrás, conversou com ambos, pôs panos quentes na situação e confirmou a manutenção de atleta e comandante. Como consolo, o time começa o Brasileirão com duas vitórias.
Junho
Com as coisas mais calmas, o São Paulo inicia o sexto mês do ano surpreendendo o País. Após toda a turbulência, o time encaixa uma sequência de cinco vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro e abre boa vantagem na ponta.
Porém, no dia 26, mais uma vez, a equipe naufragou. Derrota histórica para o Corinthians, por 5 a 0, no Pacaembu, e mais troca de acusações entre jogadores, técnicos e cartolas. O clima ficava cada vez mais quente.
Julho
Logo no primeiro jogo deste mês, o que estava desenhado se concretizou. O São Paulo perde para o Flamengo, no Rio, por 1 a 0, chega à terceira derrota seguida no Campeonato Brasileiro e, percebendo que o clima estava insustentável, o presidente Juvenal Juvêncio demite o técnico Paulo César Carpegiani.
De forma interina, o auxiliar técnico Milton Cruz assume o time e conquista duas vitórias, colocando panos quentes na crise. No final de julho, os cartolas surpreendem, mais uma vez, e contratam o contestado Adilson Batista para comandar a equipe. Logo no primeiro jogo, empate contra o Atlético-GO, em casa, por 2 a 2, e cobrança da torcida.
Agosto
Com Adilson Batista no comando, o time continua irregular, mescla vitórias apertadas com derrotas, tropeços em casa no Campeonato Brasileiro e começa a despencar na tabela de classificação. Neste mês, o time estreia na Copa Sul-Americana, na qual teria mais uma chance de buscar uma vaga na Taça Libertadores, com derrota para o Ceará, em Fortaleza, por 2 a 1, mas vence o jogo de volta no Morumbi e avança no torneio.
Neste período, a diretoria ainda reforça o time ao contratar jogadores como Cícero, Iván Piris, João Filipe e Marcelo Cañete.
Setembro
Da mesma forma que no mês anterior, Adilson Batista não consegue encaixar uma série de vitórias e boas atuações. A cada dia que passa é mais criticado pela torcida, principalmente nos jogos disputados no Morumbi. E com os resultados ruins, o título do Brasileirão e a vaga na Libertadores começam a ser seriamente ameaçados.
Contudo, como prêmio de consolação, uma situação deixa a torcida em êxtase em setembro. No dia 7, em jogo contra o Atlético-MG, no Morumbi, o goleiro Rogério Ceni atinge seu milésimo jogo pelo clube e completa 21 anos de São Paulo com uma vitória por 2 a 1, para os mais de 60 mil torcedores presentes.

Outubro
Vindo de dois resultados ruins e vendo o ano escapar pelos dedos mais uma vez, o São Paulo conta com o apoio da sua torcida, mas não faz por merecer. No dia 2, após mais de sete meses de espera, enfim, Luis Fabiano reestreia com a camisa são-paulina. Num Morumbi lotado, porém, o Tricolor erra demais e perde para o Flamengo por 2 a 1, estragando a festa.
A cobrança em cima de Adilson Batista passa a ficar insuportável. Tanto que, após ficar seis jogos sem vitórias no Nacional, o time leva uma surra do Atlético-GO, em Goiânia, por 3 a 0 e, ainda no vestiário, a diretoria demite Adilson Batista após 22 partidas. Nova crise instalada. E, mais uma vez, Milton Cruz foi chamado para apagar o incêndio - comandou o time por duas vezes.
De novo, Juvenal Juvêncio surpreende e contrata Emerson Leão para dar um choque no elenco, mas, logo na estreia, no Paraguai, o time perde para o Libertad, por 2 a 0, e é eliminado da Sul-Americana.
Novembro
A intenção do presidente são-paulino em usar Leão como um motivador continua não dando certo. O time coleciona fracassos e, de vez, dá adeus ao título do Campeonato Brasileiro. Algumas vitórias contra rivais teoricamente mais fracos são conquistadas, mas nada que consiga apagar a ira da torcida pela temporada recheada de erros no clube.
Dezembro
Ainda assim, o time chega à última rodada do Campeonato Brasileiro com chances de chegar à Copa Libertadores de 2012. Porém, precisando de uma combinação de resultado, o São Paulo faz sua parte, vence o Santos por 4 a 1, em Mogi Mirim, mas não conta com a sorte e fica, pelo segundo ano seguido, longe do torneio que o seu torcedor tanto gosta.
Após o final das competições, mais uma vez, Juvenal Juvêncio reafirma que os culpados são os jogadores, mantém Emerson Leão no cargo e inicia uma intensa reformulação no time.
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