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Com Leão, Juvenal deu seu recado aos atletas de que não vai permitir regalias em 2012 e que o pescoço dos acomodados estará sempre a prêmio. Ganhou tempo para buscar um técnico e sabe que não terá constrangimentos se mandar Leão embora. O que deve acontecer. Também não sofrerá pressão. Mas, no campo, o principal, pouca coisa mudou.
Os resultados continuam muito abaixo do esperado, assim como foi com Carpegiani e Adilson Batista. Na Sul-Americana, tirando o peso da estreia, mudou o esquema de jogo, ação com a qual já assume um pouco de culpa, ao abrir mais o time escalando Marlos. Resultado: eliminação com derrota por 2 a 0.
Mas foi só a estreia. Faltava tempo para o treinador aplicar seus métodos, é verdade. O que ele vem fazendo, com respostas, mas muito pouco de diferente do que antes vinha acontecendo em termos de campo mesmo. As duas vitórias no Brasileirão foram contra equipes já rebaixadas – Avaí e América-MG.
Portanto, com Leão, o São Paulo seguiu na batuta do que foi feito em toda temporada. Irregular. Os dois clássicos finais, que podem dar a vaga na Libertadores, podem mudar essa impressão. É a última cartada de Leão. Se não vencer, estará mais do que claro que a mudança não favoreceu o time.