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"O amanhã não está me contando porque tenho coisas para fazer antes do amanhã", filosofou o chefe, que se recusa a traçar qualquer projeção para o futuro dele ou até do Tricolor neste momento. "Penso no hoje. E o meu hoje se chama Atlético-PR", afirmou, lembrando do adversário das 20h30 (de Brasília) desta quarta-feira, em Curitiba.
Evitar previsões, contudo, não significa que falta confiança ao treinador, que ainda considera as as chances de ser campeão brasileiro, mesmo com a equipe em sétimo lugar e a oito pontos dos líderes com quatro rodadas faltando para o final da competição.
O ex-goleiro foi derrotado pelo Libertad, do Paraguai, e eliminado da Copa Sul-americana logo em sua estreia nesta passagem pelo clube. Mas, desde então, manteve convicção de que era possível ter 100% de aproveitamento mesmo nas sete rodadas que lhe restavam no Brasileiro.
Depois do revés em Assunção, a equipe empatou com o Vasco, perdeu do Bahia e, enfim, venceu a primeira com Leão em seu retorno ao estádio do Morumbi, diante do Avaí, no último sábado. Nesta quarta-feira, em Curitiba, busca uma inédita vitória do Tricolor no estádio do Atlético-PR. Até hoje, foram 13 jogos, com cinco empates e oito derrotas.
Mas nada que assuste o técnico. "Meu objetivo é orientar para o jogo, não para o passado. Primeiro vem a performance, depois o resultado", indicou Leão. "Estamos com vários tabus para quebrar neste jogo. O primeiro é a vitória. O resto, não interessa nada", definiu.
Leão deseja que a partida no Paraná seja somente o ponto inicial de uma sequência de quatro vitórias consecutivas, única conta que permite a seu elenco na busca por vaga na Libertadores. E reforça: é possível. "Às vezes, você acha impossível chegar àquela linha traçada. Mas trabalha e a ultrapassa sem perceber."