Em entrevista concedida ontem, o treinador reclamou de tudo o que acha que anda errado no Morumbi. Da apatia dos atletas a Lucas, passando pela falta de líderes e a timidez. Foram vários os alvos de suas duras críticas.

Fez, basicamente, o que o presidente Juvenal Juvêncio espera dele. A pouco mais de um mês do fim da temporada, foi contratado para incendiar um grupo de jogadores que, para a diretoria, é morno e precisa de uma chacoalhada para salvar o ano.
O São Paulo não venceu os últimos sete jogos que fez no Brasileiro. E, com a queda na Sul-Americana, tem no Nacional o único caminho para ir à Libertadores-2012.
"Dei um alerta, falei que somos felizardos de ainda termos sete rodadas para definirmos se queremos passar as férias com sorriso ou melancolia", afirmou Leão.
O treinador defende que, para sair da onda decadente, o time mude radicalmente de cara. Precisa melhorar a pegada, vibrar mais, deixar a timidez de lado e falar alto.
"Eles são pagos para jogar do meu jeito", afirmou.
Apesar do discurso motivacional e da promessa de que irá recuperar Lucas ("Comigo, ele vai jogar"), o técnico não parece muito otimista.
Questionado se poderia deixar o São Paulo atual tão vibrante quanto o time que foi campeão paulista de 2005, foi enfático: "Não se faz cascudo sem um coração feroz".
E, na onda de críticas, sobrou até para Rogério. O técnico deu a entender que não aceitará que o goleiro jogue no sacrifício e confirmou que o capitão não enfrentará o Vasco amanhã, no Rio -- Luis Fabiano, também machucado, é outro que fica fora.
Leão quer aproveitar a ausência de Rogério para tentar resolver outro problema detectado: a liderança exclusiva exercida pelo camisa 1.
"A voz do Rogério pode até ser eterna fora de campo, mas não dentro. Precisamos de um segundo comando."