Com a necessidade de dar motivação a um elenco considerado de alta qualidade a tempo de garantir, ao menos, uma vaga na Libertadores no Brasileiro ou na Copa Sul-americana, surgem nomes conhecidos por mexer com os brios dos atletas. Um deles é Jorginho, ex-auxiliar de Dunga na Seleção Brasileira e que hoje está no Figueirense. Outro é Emerson Leão, desempregado e indicado pelo ex-superintendente geral Marco Aurélio Cunha.
O ex-goleiro, que foi campeão paulista pelo Tricolor em 2005 e montou a base que venceu a Libertadores e o Mundial naquele ano, aceitaria voltar à equipe que deixou alegando precisar ajudar um amigo e ir para o futebol japonês logo após o título estadual. "Recebi propostas, mas não achei interessante aceitar. Uma proposta do São Paulo é de se analisar, não só para mim, mas para qualquer outro treinador", disse Leão à reportagem.

A favor do técnico, sem clube desde quando saiu do Goiás, há mais de um ano, está o fato de não precisar de referências de fora. "O presidente e os diretores do São Paulo me conhecem, sabem o que fiz quando estive lá. Nos últimos dias, depois da saída do Adilson, vou aos lugares e são-paulinos falam comigo, lembram do meu trabalho. É sinal de que deixei saudade. Eu me sinto lisonjeado", comentou.
Qualidades que a diretoria aprecia. Mas no momento - ou seja, como parecia não ocorrer no Morumbi, a opção muda de acordo com os placares obtidos em campo. Quem passou pelo Morumbi depois de Ricardo Gomes não seguiu a mesma linha e foi dispensado por razões completamente diferentes.
Adilson Batista, o último a ser demitido, saiu por não agradar à torcida e nem ter resultados que o segurassem. Paulo César Carpegiani, seu antecessor, chegou credenciado pelo trabalho em passagem anterior pelo Morumbi, 11 anos antes - e caiu, de novo, por falta de títulos. Já Sérgio Baresi, substituto de Ricardo Gomes, veio das categorias de base, promoveu jovens como Lucas e saiu por inexperiência e resultados ruins.
Todos com perfis e saída distintas. Mas a diretoria não aceita o termo "erro" em nenhum dos casos. "Não é falha de planejamento. É correção de rumo. O São Paulo tem inteligência suficiente para fazer isso quando há necessidade. Todos tiveram oportunidades e temos dado mais tempo de trabalho do que a maioria dos outros clubes", defendeu-se o vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes.