Rivaldo não mediu suas palavras e foi sincero a ponto de apoiar a decisão do São Paulo ao demitir o técnico Adilson Batista depois da derrota por 3 a 0 para o Atlético-GO, nesse domingo.
“As coisas não vão bem, já são seis jogos sem vencer. Então, tem que tomar essa decisão. Ia ter dois jogos em casa e a torcida com certeza ia pegar no pé. De momento, acredito que foi acertado”, opinou o veterano meio campista no desembarque do time na capital paulista.
Assim como ocorria com Paulo César Carpegiani, técnico são-paulino até o início do Campeonato Brasileiro e seu desafeto, Rivaldo também não conquistou de vez a titularidade com o sucessor.
No entanto, o pentacampeão mundial com o Brasil garante que não guarda nenhuma mágoa de Adilson. “É uma grande pessoa. Tenho ele como amigo, porque mostrou que tem caráter. Gostei bastante de trabalhar com ele.”
Sob o comando de Milton Cruz, auxiliar técnico permanente do São Paulo e possível interino nas oito rodadas finais do Brasileirão, Rivaldo espera que o time reaja para conquistar o título nacional.
“Temos que torcer para o Milton e espero que dê certo. Acho que a diretoria vai ter tranquilidade para contratar um bom treinador e o Milton vai dar conta do recado. Meu objetivo é ser campeão. Matematicamente temos chances. Temos só um confronto direto com o Vasco e os outros clubes todos vão ter. Temos que embalar uma sequência para ser campeão.”

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Luis Fabiano se uniu a Rivaldo no discurso otimista, mas foi menos incisivo sobre a saída de Adilson. “Essa é a cultura do futebol. O negócio é tentar unir forças e sair dessa situação. Está difícil, mas enquanto tiver possibilidades vamos lutar.”