Convocado para Seleção Brasileira, Lucas não esteve nos empates do São Paulo com Cruzeiro e Internacional. Neste domingo, contra o Atlético-GO, no Serra Dourada, com transmissão em tempo real pelo LANCENET!, o meia está de volta. Apesar de reconhecer o cansaço, está pronto e será titular.
E é nele que Adilson Batista e os são-paulinos depositam suas fichas para o Tricolor acabar com um incômodo jejum de cinco partidas sem vitória, seguir em busca do líder e não tropeçar mais. Com a competição equilibrada, é hora de aparecer o jogador talentoso, que dribla e está frequentemente com a Amarelinha. Será este o camisa 7?
– Espero que possa ajudar e ser este jogador. Mas tem o grupo todo. Um jogador até pode decidir, quero contribuir com minha parcela, mas temos de ver todo elenco. Sempre penso em dar um passe, fazer gol e ajudar a vencer, mas nunca sozinho. Vale mais o conjunto do que o individual – respondeu o garoto (19 anos).
Pelas convocações de Mano Menezes, Lucas teve pouca sequência – máximo de sete jogos no Nacional –, o que agora pode acontecer em quatro partidas. Das nove restantes, ele só poderá ser desfalque diante do Avaí (mais na próxima página). Além disso, estará à disposição para dois confrontos da Copa Sul-Americana.
Com sete gols no Nacional, Lucas não estipula meta de redes que pretende balançar no torneio. Para ele, o mais importante é ser campeão. Apesar da pouca idade, não abre mão de, ainda este ano, levantar uma taça pelo São Paulo e, ano que vem, disputar a Libertadores. Para isso, é preciso vencer o Atlético-GO. Se isso não acontecer, o sonho do menino ficará mais distante. E ele ainda não será decisivo como se espera.
Confira bate-bola exclusivo com Lucas
Como encara este retorno após duas partidas com a Seleção?
Volto muito motivado, querendo ajudar a equipe reencontrar o caminho das vitórias. Já erramos tudo que tínhamos para errar e não podemos mais vacilar até o fim.
Por que tantos vacilos?
Um time que quer brigar pelo título não pode vacilar. Mas é assim, campeonato disputado e que só vai ser decidido nas últimas rodadas. É difícil explicar. Igual ao Flamengo, que estava embalado, depois ficou dez partidas sem ganhar. Precisa de uma regularidade, mas o campeonato está com um nível alto.
Como encara sua volta ao time?
Volto para ajudar e quero contribuir. Fazendo gols, marcando, dando passes e dando a vida pela equipe. Mais do que qualquer um, quero ser campeão e vou em busca disso. Em meu segundo ano pelo profissional, ninguém quer ser campeão mais do que deu. Temos qualidade, mas precisamos reconquistar o torcedor e brigar pelo título.
O que fazer para ser campeão?
Temos de focar e conscientizar de que temos capacidade, podemos, e que o título só depende de nós. Tem de correr, ter vontade de vencer e querer. É muito bom ser campeão, o São Paulo não ganha faz dois anos, precisa voltar para Libertadores, porque sempre tem de ser grande. Também quero jogar esta competição, mas, mais do que isso, quero ser campeão.
Pessoalmente, quanto é importante este título para sua carreira?
Não pela consequência na carreira, mesmo sabendo que é bom, mas pela emoção de ganhar um título. A festa da torcida, contar que fui campeão brasileiro com essa camisa. Vai ser um dever cumprido e quero ganhar. Quero muito.
Como está fisicamente?
Estou bem, mas precisa ver no campo, quando começa o jogo. Não vou falar que estou 100%. Apesar dos 19 anos, sinto um pouco. Vou até onde aguentar e, quando estiver cansado, peço para sair.
O conjunto do São Paulo pode ser decisivo nesta reta final?
O elenco é muito importante e fundamental. Sempre o time perde jogadores, então é preciso ter atletas de qualidade para manter o nível. Temos de voltar a jogar bem, fazer grandes atuações e trazer o torcedor conosco. Ele tem direito de cobrar, então temos de ganhar, ir bem e eles vão voltar para o nosso lado.
Caso seja convocado novamente e o São Paulo na briga pela Seleção, pensa em pedir dispensa?
Não cabe a mim decidir. Todo jogador quer estar lá para representar o nosso país. Nunca deixaria de aceitar uma convocação, mas depende do clube. Se quiser que eu fique e não vá, entre em um acordo com a CBF, daí não é comigo. Jamais vou pedir para não ir, é sempre um prazer estar na Seleção.
Já superou a última expulsão (contra o Flamengo)?
Serve de lição, mesmo não concordando com o jeito que foi. Já superei, fiquei triste, perdemos, mas é um aprendizado a mais para o meu desenvolvento no futebol. Agora é bola para frente.
De volta, Lucas espera ser decisivo para o São Paulo buscar o título
Em entrevista exclusiva, meia revela desejo de ser campeão e afirma que vai buscar um algo a mais nesta reta final
Fonte Lancenet
16 de Outubro de 2011
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