Depois do Palmeiras, São Paulo também busca agenciadora de shows

Tricolor quer empresa que banque reforma do Morumbi por R$ 120 milhões, em um plano que prevê construção de palco móvel atrás de um dos gols

Fonte Globo Esporte
Imagem do palco a ser montado atrás de gol
do Morumbi ( Marcelo Prado/Globoesporte.com)
Os planos do São Paulo de turbinar o Morumbi, transformando-o numa mega arena para shows, não mudam com o anúncio feito nesta quinta-feira da parceria entre Palmeiras/WTorre e a americana AEG, empresa que tem em seu portfólio uma série de artistas internacionais renomados, como Justin Bieber, Foo Fighters e Guns N’Roses. Na ótica dos palmeirenses, a parceria acaba por minar o rival São Paulo, já que esses shows passariam a ser realizados exclusivamente na Arena Palestra - só não quando as datas das turnês coincidissem com dias de jogos do Palmeiras. O Tricolor não vê por aí.
- Isso não muda nada para o São Paulo. Há outras empresas do mesmo nível. Eles conseguiram uma e nós vamos em busca de outra. É uma competição saudável – diz José Francisco Mansur, assessor direto do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, e responsável pelas negociações nessa área.
A receita proveniente de shows cresce a cada ano. Em 2010, o São Paulo faturou mais de R$ 8 milhões (líquidos) só com o aluguel para eventos no Morumbi, o que representa quase um terço da receita total do estádio na temporada. O clube quer agora uma produtora para bancar a reforma do Morumbi, orçada em R$ 120 milhões e que ficaria pronta em 18 meses a partir de seu início, ainda sem data definida. Em contrapartida, a empresa teria o direito de explorar por dez anos as receitas do palco móvel que seria erguido atrás de um dos gols do estádio.
- A área teria capacidade para 25 mil pessoas, contando pista e os três anéis de arquibancadas e camarotes. A estrutura seria montada num mecanismo hidráulico, que ficaria ao nível do chão e subiria para o evento. A maior vantagem é que o gramado não seria afetado. Poderíamos ter um show na sexta e um jogo no domingo, sem problemas – diz Mansur.
Nesse modelo, a empresa faturaria com todos os shows naquele espaço, sem necessidade de pagar aluguel ao São Paulo. O clube continuaria tendo a opção de alugar o estádio todo (o que incluiria o gramado) para shows maiores, de até 80 mil pessoas. O Palmeiras terá versão semelhante - estádio completo para shows maiores (45 mil pessoas) e anfiteatro para os menores (capacidade para 15 mil pessoas).
- A cidade tem hoje casas de espetáculo para oito, dez ou 80 mil pessoas. Mas não tem uma para 25 mil – observa Mansur.
Outro motivo para o São Paulo buscar uma agência produtora de shows é que o clube se sentirá mais à vontade para barganhar um valor maior na venda dos naming rights (direitos sobre o nome do estádio) do Morumbi. O rival Palmeiras tem esses direitos sendo negociados pela Traffic, e espera pelo menos R$ 180 milhões para um acordo de oito a dez anos.
- A ideia de termos uma produtora associada surgiu quando fomos atrás de empresas interessadas nos naming rights do estádio. Para investir, elas precisavam saber quantos eventos e que tipo de eventos teríamos num ano. Era preciso, então, que apresentássemos uma garantia de quantos shows seriam realizados. Assim, o investidor teria a certeza de que o nome da empresa estaria sempre em evidência. Isso sem falar nos camarotes que seriam negociados – diz Mansur.

Projeção de como ficará o Morumbi em 2014
(Foto: Marcelo Prado/Globoesporte.com)
Há demanda para duas arenas?
O assessor da presidência tricolor lembra ainda que no projeto de modernização do Morumbi já está prevista a chegada de um monotrilho, que será ligado à linha amarela do Metrô. Haverá também a construção de um estacionamento subterrâneo, abaixo da Praça Roberto Gomes Pedrosa. Assim, acreditam os são-paulinos, a desculpa de que o “Morumbi é muito longe” não mais colaria.
Mansur diz que o clube já conversou com as empresas Time For Fun, GEO e XYZ, responsáveis no Brasil por shows como os de Madonna, U2 e Eminem. Procuradas pela reportagem, elas não quiseram se pronunciar.
- Até o final do ano definiremos a produtora e, com isso, as obras poderão ser iniciadas. São três produtoras interessadas e nós queremos fazer com transparência, como uma licitação – diz Mansur.
O diretor de uma grande agenciadora de shows no Brasil, que prefere não se identificar, acredita que “não é necessário ter exclusividade, mas uma parceria, claro, ajudaria bastante.” Uma fonte de outra empresa, que também pediu anonimato, diz que “há demanda, sim, mas não para duas grandes arenas – uma vai acabar matando a outra.”

Monotrilho vai 'encurtar' distância até o Morumbi (Foto: Marcelo Prado/Globoesporte.com)
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