De Vitor Birner
Cruzeiro 3×3 São Paulo
Sobraram erros e emoções no jogo da Arena do Jacaré.
Adilson mudou o São Paulo e não conseguiu evitar a repetição dos equívocos das últimas partidas.
Mesmo assim, Os visitantes foram melhores na maior parte do confronto.
O maior mérito de Vágner Mancini foi montar o time celeste mais guerreiro.
A apatia cruzeirense, uma das grandes razões do fraco desempenho da equipe na temporada, não apareceu.
Montillo merece elogios pela apresentação. Marquinhos Paraná, na etapa inicial, também.
Luís Fabiano, Cícero e Dagoberto se destacaram no time de Adilson que ficou mais perto da vitória.
Farias e Rivaldo foram os piores do empate que não deixou ninguém feliz.
Escalações
Cruzeiro – Fábio; Vitor, Léo, Victorino e Éverton; Marquinhos Paraná, Charles, Roger e Montillo; Farias e Keirrison.
São Paulo – Rogério Ceni; Jean, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Denilson, Carlinhos, Cícero e Rivaldo; Dagoberto e Luís Fabiano.
Os times
Vágner Mancini escalou Charles como volante de marcação e uma nova dupla de atacantes.
Como o São Paulo erra muito a marcação pelos lados, o treinador explorou o defeito são-paulino.
Deu bastante liberdade para o volante Marquinhos atacar e ajudar Roger e Montillo na armação dos lances, quase sempre pelas pontas.
Adilson também mudou a equipe.
E deixou o São Paulo praticamente com 10 jogadores em campo na etapa inicial.
Carlinhos e Denilson trabalharam bastante na marcação. Cícero ajudou e também foi o principal armador da equipe.
Dagoberto, pelos lados do ataque, tentou abrir espaços e Luís Fabiano fez bem o pivô.
Rivaldo, nulo na criação e desarmes, virou um peso morto.
A entrada dele obrigou Dagoberto a cooperar mais na marcação, pois o veterano e Luís Fabiano, sem as condições físicas ideais, não conseguem participar tal qual denecssário do sistema defensivo.
Ruim na parte técnica
O momento ruim cruzeirense e o adversário mal-escalado proporcionaram uma partida tecnicamente fraco, mas emocionante por causa das falhas defensivas que geraram boas chances de gols.
A Raposa utilizou bastante os lados do campo. Montillo se movimentou bastante para confundir os rivais.
Marquinhos apareceu para as tabelas na esquerda. Vitor fez o mesmo na direita.
O São Paulo utilizou o centro do campo e a direita, onde Jean apoiou bastante, em busca do gol.
Sem segredos
Os erros cruzeirenses e sãopaulinos foram previsíveis. A diferença da equilibrada etapa incial acabou sendo quem soube aproveitá-los.
Aos 9, a marcação do Cruzeiro no meio falhou e Luís Fabiano deixou Jean cara a cara com Fábio.
O lateral, como aconteceu no primeiro semestre quando era titular, chutou mal e perdeu a oportunidade que acabaria provavelmente faria o rival, correndo risco de cair, se perder emocionalmente.
Aos 12, o Cruzeiro não deu mole. Os volantes sãopaulinos mal-posicionados deram espaço, Jean chegou atrasado, e Marquinhos cruzou para Keirrison deixar o anfitrião em vantagem.
A partida ficou aberta e os tradicionais erros de ambos os times continuaram aparecendo.
Aos 23, Jean de novo ficou de frente para Fábio. E ele perdeu outro gol. A redonda bateu na trave.
Em seguida os volantes visitantes falharam de novo e Farias recebeu a gorduchinha na área. Tinha tudo para ampliar a vantagem, todavia finalizou mal demais.
Erro do árbitro
Cícero, o mais criativo do São Paulo, fez bela jogada de contragolpe, entrou na área, driblou Fábio e se atirou.
Paulo Godoy Bezerra deu pênalti.
O centroavante cobrou mal e o goleiro defendeu.
Luís Fabiano
Luís Fabiano cometeu o grave pecado futebolístico de perder a penalidade.
No mais, merece elogios pelo etapa inicial.
Deu o passe para Jean, participou do lance da bola na trave e ainda doutra excelente chance perdida, dessa vez por Dagoberto, aos 43, também cara a cara com o goleiro.
Perigoso
A Raposa, preparada para contra-atacar, levou perigo apenas nos arremates da entrada da área, contudo sempre deixou a impressão que poderia, a qualquer momento, colocar um dos atacantes de frente para Rogério Ceni.
Fraco Farias
A péssima apresentação dele diminuiu muito a chance de vitória cruzeirense.
Perdeu outro gol aos 9 do segundo tempo, após o cruzamento de Vitor.
E pior: Keirrison, aos 12, pediu para sair e o argentino continuou.
Wellington Paulista entrou.
Cícero se destaca
Ele e Luís Fabiano eram os mais perigosos do São Paulo. Aos 14, o centroavante deixou o meia-volante na frente de Fábio e ele igualou.
Erro do auxiliar
Aos 19, o bandeirinha viu impedimento ou de João Filipe ou de Luís Fabiano.
Errou ao anular o gol de Luís Fabiano.
São Paulo vira e jogo fica maluco
Dagoberto, sumido primeiro tempo, jogou bem no segundo.
Aos 20, em lance individual, virou o jogo.
A partida ficou aberta, maluca, emocionante e lotada de erros e gols.
Aos 22, Elber ocupou o lugar de Roger, outro apagado no confronto.
Aos 26, Rivaldo fez falta desnecessária. Montillo cruzou, a defesa sãopaulina se atrapalhou e Charlos igualou.
Aos 31, a zaga cruzeirense devolveu a gentileza. Dagoberto cruzou de maneira perfeita, o baixinho Juan cabeceou livre (não pode) e fez 3×2.
No minuto seguinte, cansado da inutilidade de Farias, Mancini pôs Anselmo Ramon no lugar dele.
Aos 35, o Cruzeiro cobrou o escanteio, Rivaldo estava na primeira trave e não marcou, Everton desviou e Anselmo Ramon, livre, em baixo da trave, de novo empatou.
O São Paulo, superior na etapa complementar, foi para cima e o mandante apostou nos contragolpes.
Ninguém mais balançou a rede.
Adilson ainda colocou Casemiro na vaga de Jean, aos 41, e Marlos no de Dagoberto, que pediu para deixar o gramado, aos 43.
Casemiro deu o passe curto, aos 46, que levou Denilson a fazer a falta e ser expulso por causa do segundo amarelo.
Entre erros e erros de lado a lado, o empate acabou sendo mais amargo para o time de Adilson.
Muitas emoções e falhas no empate ruim para Cruzeiro e São Paulo. O confuso time de Adilson foi superior
Fonte Blog do Birner
6 de Outubro de 2011
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