São Paulo consegue empate heróico no Engenhão. Botafogo pagou caro pelo recuo exagerado no segundo tempo

Fonte Blog do Birner
De Vitor Birner
Botafogo 2×2 São Paulo
O Glorioso explorou erros de movimentação do São Paulo e mandou no primeiro tempo.
Adilson soltou demais os laterais e o melhor anfitrião do campeonato aproveitou para fazer 2×0.
Deu a impressão que venceria sem dificuldades.
A marcação na saída de bola foi fundamental para o Botafogo controlar as ações.
No segundo tempo, Caio Jr mandou o time recuar e apostar nos contragolpes.
A idéia teria dado certo se Abreu não perdesse um gol feito.
Ou se Renan não falhasse no primeiro gol do São Paulo.
O time de Adilson cresceu depois de balançar a rede.
E o Glorioso ficou encolhido.
Sofreu o empate e por muito pouco não levou a virada.
Teria sido mais simples para o Botafogo manter no segundo tempo o posicionamento igual ao do primeiro.
Outra coisa: Rivaldo tem que ser centroavante. Na área ainda consegue ser útil ao time.
Perdeu o gol da virada, mas merece elogios pela atuação no Engenhão.
Escalações
Botafogo (4-2-3-1) – Renan; Lucas, Antonio Carlos, Fábio Ferreira e Cortez; Marcelo Matos e Renato; Herrera, Elkesson e Maicosuel; Loco Abreu.
São Paulo (4-4-2-) 0 Rogério Ceni; Pirís, Xandão, Rhodolfo e Juan; Denilson, Carlinhos, Wellington e Cícero; Lucas e Marlos
Movimentações
O Botafogo é o melhor mandante do campeonato. Era óbvio que seria ousado.
Herrera, Elkesson, Maicosuel, os meias, e Loco Abreu, pressionaram a saída de bola.
Assim impediram o meio-campo são-paulino de jogar.
O posicionamento do Glorioso mudou de posse da gorduchinha.
Herrera, na direita, se transformou em segundo atacante. Maicosuel e Elkesson ganharam a companhia de Renato na articulação dos lances de gols.
Os três se mexeram bastante para confundir o adversário.
Os laterais também participam constantemente do trabalho ofensivo.
Adilson escalou Marlos ao invés de Henrique para o São Paulo ter velocidade pelos lados com ele e Lucas.
Eles poderiam explorar o espaço deixado por Lucas (o do Botafogo) e Cortez.
O erro de Adilson
Sem Casemiro, principal atleta de criação no meio-campo, e diante do adversário que vai para cima, o treinador deveria ter apostado mais no trabalho defensivo e contragolpes ao invés de tentar jogar de igual para igual.
O ideal era deixar Lucas e Marlos livres, na frente. Bastava impedir os avanços de Pirís e Wellington na direita, e de Carlinhos e Juan na esquerda .
Eles deveriam atacar apenas na hora que o Alvinegro estivesse atrás.
Mas Adilson soltou os laterais.
Superioridade do Glorioso
E o Botafogo, superior desde o início do confronto, usou os lados do campo para levar perigo ao gol de Rogério Ceni.
Aos 14, após cruzamento na direita, Lucas cabeceou e acertou a trave.
O Glorioso incomodou mais quando atacou pelo outro lado.
Maicosuel e Elkesson trabalharam daquele lado e se destacaram na etapa inicial.
Pirís avançava. Wellington ficou sobrecarregado. Xandão, sem a mesma velocidade de João Filipe,também.
Aos 23, Elkesson, na esquerda, tocou para Herrera arrematar em ótima condição. A redonda bateu em Rhodolfo.
No minuto seguinte, Maicosuel, do mesmo lado, tocou para Loco Abreu fazer 1×0.
Pirís não estava na lateral e Wellington ficou perdido porque havia mais de um adversário para marcar. O zagueiro atrás deles era Xandão, não o rápido João Filipe.
Contra o adversário de qualidade, melhor equipe do campeonato quando atua em casa, sem exagero, dá para dizer que o São Paulo pediu para tomar o gol.
Botafogo cresce mais
O Glorioso, que já mandava no confronto, cresceu ainda mais depois de ficar em vantagem.
Não criou chances claras, mas ficou com gorduchinha no ataque e empurrou o São paulo para a grande área.
Sobrava em campo e viu a aplicação tática dos boleiros dar resultado.
Marcou forte a saída de bola, o rival errou, e Wellington fez pênalti em Renato.
Abreu, aos 39, cobrou num canto e Rogério caiu no outro.
O 2×0 explicou bem o andamento do primeiro tempo.
Renan trabalhou só uma vez no cabeceio de Cícero. Lucas também teve uma oportunidade, porém finalizou mal.
Rivaldo no lugar de Juan
Adilson precisava aumentar a posse de bola ofensiva são-paulina. Voltou do período de descanso sem Juan e com Rivaldo na meia.
Deslocou Carlinhos para a lateral, recuou um pouco o Wellington ( ao lado de Denilson) e pediu que Cícero ajudasse mais na marcação esquerda.
Botafogo recua; aposta no contra-ataque
A postura do Botafogo mudou depois do intervalo.
Caio Jr sabia que o adversário correria riscos e usaria quantidade maior de atletas na frente.
Por isso posicionou o Glorioso atrás do meio-campo e explorou os contragolpes.
E continuou levando mais perigo que o São Paulo.
Aos 14, Loco Abreu perdeu um gol de maneira inacreditável.
Erro, rigor e desordem
A arbitragem de Sandro Meira Ricci foi boa.
Discordo do tiro livre indireto que marcou.
Renan errou ao pegar com as mãos a bola depois de Marcelo Mattos dominá-la. Não deu opção ao companheiro que precisaria chutar suas mãos se quisesse evitar a gafe.
O volante, quando deixa dita cuja para o goleiro, caracteriza o recuou ilegal.
O problema é que os árbitros raramente sopram tal lance. Por isso discordo da quebra de padrão de Ricci.
Depois, na hora da cobrança da infração, aos 17, o apitador deixou os botafoguenses desrespeitarem a distância legal da bola.
Falha de Renan
Renan é reserva e jovem; tem 22 anos.
O beabá do futebol, neste caso, manda os rivais farem o óbvio; chutar em gol e testá-lo.
Aos 18, Rivaldo cobrou escanteio, a zaga falhou, Xandão subiu livre e o goleiro fez bela defesa.
Aos 19, Adilson decidiu colocar o centroavante Henrique. Precisava de alguém na área. O apáico Marlos saiu.
Aos 20, Cícero chutou de fora da área, Renan deu rebote, falhou, e Henrique, atento e bem posicionada, balançou a rede.
Clima do jogo mudou
É impressionante como as emoções pesam no futebol.
O gol mudou o clima do jogo.
Diminui demais a confiança botafoguense e aumentou a são-paulina.
O time visitante ‘entrou de verdade’ no jogo.
Ficou com a gorduchinha no ataque, enquanto o Botafogo parou de ameaçar nos contragolpes.
Aos 24, Wellington acertou a trave.
Alterações
Aos 28, Maicosuel, machucado, deu lugar a Felipe Menezes.
Aos 30, Jean substituiu Pirís.
Aos 33, Cidinho na vaga de Herrera
Na mesma toada
A cara do jogo continuou igual até o final.
O São Paulo melhor, mantendo a bola na frente, dependente de chutes de média distância e levantamentos na área.
E o Botafogo sem ambição de fazer gols
O Glorioso pagou caro pelo recuo exagerado no segundo tempo.
Rivaldo tem que ser centroavante
Aos 45, Ceni cobrou uma falta e Rivaldo, de cabeça, empatou.
Desculpe se estiver sendo repetitivo: o lugar do veterano. hoje em dia, é no ataque, não no meio-campo.
Logo em seguida, no último lance do confronto, ele ficou cara a cara com Renan,todavia tentou encobrir o goleiro, quis fazer o gol de craque, e não conseguiu.
De qualquer forma, a presença dele foi importante para o São Paulo.
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