Nas palavras, São Paulo ampliou a derrota

Fonte Globo.com/Ilan House
Mais quente do que o bom jogo na Ressacada, que deu a justa classificação ao Avaí, só mesmo as entrevistas pós-jogo.
Rogério Ceni afirmou: “Me sinto envergonhado. Se eu pudesse, colocava a cabeça no buraco e me escondia. Ser eliminado depois de fazer 1×0 não dá.”
Fiquei em dúvida.
Se ele quis dizer que está envergonhado pela atuação pífia do São Paulo no jogo em Florianópolis, perfeito, embora eu ache um pouco de exagero. Mas se o motivo for qualquer outro, não pode.
Fiquei com certa impressão de que o constrangimento passava pelo fato da eliminação ser para o Avaí, um time menos tradicional, de um estado menos importante no futebol. Mesmo que ele tenha tentado negar isso.
A aparente contradição está no fato de Ceni tratar como vergonhosa uma virada num placar de 1 a 0. De minha parte, achei normalíssimo, embora até considerasse o São Paulo favorito à classificação. Um time da Série A do Brasileiro, em casa, com torcida forte, virar um placar mínimo, é mesmo tão anormal assim?
Vergonha??!
Pra mim, tem cheiro de soberba.
Já Rivaldo tratou de botar mais lenha na desgraça tricolor: avisou que “nunca foi tão humilhado em sua carreira” e “merece respeito”.
Que ele merece, nenhuma dúvida.
Resta saber se ficar no banco do São Paulo aos 39 anos é menos respeitoso do que jogar no obscuro futebol do Uzbequistão ou ser presidente, investidor e jogador do Mogi Mirim ao mesmo tempo. Quando veio para o São Paulo, Rivaldo achou mesmo que seria o grande astro de outros tempos, dono absoluto do time, ele e mais dez?
Em suma: Rivaldo exagerou, e muito. Foi mal demais.
Carpegiani não anda em grande fase nas escolhas, mas nem por isso é obrigado a escalar o veterano. Rivaldo não chega a ser um peso morto, mas está longe de poder se achar solução de todos os problemas do São Paulo.
A alegação de que entraria e, com sua experiência, acalmaria o time, é uma hipótese. Mas não pode ser pronunciada de forma tão presunçosa e supostamente infalível.
Rivaldo tem o direito de se achar útil e é muito legítimo que queira jogar. Mas não pode ser na marra e no nome. Metralhar o treinador publicamente e se fazer de vítima não é papel de quem quer e merece ser respeitado.
Se tinha um pingo de razão, acabou de perder.
Carpegiani, em outra entrevista apimentada, foi encurralado pelas perguntas sobre o tema. E se saiu bem. Muito melhor do que à beira do campo, por sinal. Disse que fez as substituições que julgava necessário e que escala o melhor para o time. Reiterou que respeita Rivaldo, “que foi o melhor do mundo e é um grande jogador”. Mas não perdeu a chance de cutucar: “É em momentos como esses que vemos o caráter das pessoas”.
Certo é que em meio ao tiroteio verbal e declarações infelizes, quem perdeu, novamente, foi o São Paulo. O time volta pra casa esfacelado, dividido, abatido e com uma torcida revoltada. Está difícil ver horizonte limpo e harmonioso a curto prazo.
Talvez seja o fim da linha para o técnico. Mas com ou sem ele, o recomeço vai ser espinhoso.
É o preço de levantar de um tombo que não esperava levar.
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