Crise já tira o sono dos jogadores. C13 se reúne com Cade

Atletas temem que mudanças em relação à transmissão de jogos afetem a remuneração do direito de imagem

Fonte Estadão
O efeito da briga na qual se transformou a relação de alguns clubes brasileiros com o Clube dos 13 já começa a preocupar boa parte do mundo do futebol. Depois de patrocinadores, sobretudo dos clubes cariocas, manifestarem seu receio em relação à exposição de marca, o racha motivado pela polêmica em torno da transmissão em tevê aberta preocupa também os jogadores. Como muitos deles recebem o grosso da remuneração relacionado ao direito de imagem, o risco de jogos não serem televisionados causa apreensão, pois poderia impactar negativamente no patamar salarial da classe, sobretudo entre aqueles que atuam em grandes clubes.
Publicamente, os atletas procuram evitar manifestações. Mesmo porque a definição do caso parece estar longe do fim. Porém, grandes escritórios de advocacia que contam com profissionais especializados em direito esportivo têm registrado crescimento da procura de seus serviços por agentes e familiares de jogadores. "A gente tem é que treinar. Esse racha no Clube dos 13, por enquanto, não nos afeta. Isso tem que ser resolvido pela diretoria", observou o zagueiro Sorondo, do Inter-RS.
Consulta. Em meio ao um processo que, para muita gente, indica a dissolução do C13, o presidente da entidade, Fábio Koff, e o diretor executivo, Ataíde Gil Guerreiro, se reúnem hoje, em Brasília, com o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Fernando Furlan. No encontro, agendado desde a semana passada, os dirigentes do C13 vão pedir orientações sobre como proceder diante da crise, agravada pelo afastamento de clubes e pelo anúncio de que a Rede Globo não participará da licitação sobre os direitos de tevê aberta.
Durante o fim de semana, dirigentes dos clubes rebelados mantiveram contatos informais com pessoas ligadas ao Cade. E as informações obtidas dão conta de que o órgão não vai se envolver nas questão que tratam da relação do C13 com os clubes. Para os especialistas, o Cade já cumpriu sua função ao regulamentar a licitação. Antes do racha, o preço mínimo para a tevê aberta é de R$ 500 milhões.
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