O terceiro olho

Lucas me lembra Jairzinho, Furacão da Copa de 70. Jairzinho foi um craque. Lucas é uma esperança

Fonte Tostão/Folha

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CONTRA ARGENTINOS Juniors e Boavista, os laterais do Fluminense, Carlinhos e Mariano, cruzaram umas mil bolas para os centroavantes, Fred e Rafael Moura, altos e ótimos cabeceadores. É uma jogada eficiente, mas é pouco.
A maioria dos times, em todo o mundo, joga com um centroavante. A novidade é não ter nenhum, como fazem Barcelona, São Paulo e outras equipes. Na parte final dos dois últimos jogos, o Flamengo melhorou, com Negueba pela direita, Thiago Neves pela esquerda e Ronaldinho pelo centro, mais adiantado, porém voltando para armar as jogadas.
É preciso acabar com o antigo e estreito conceito de que todo time precisa ter, obrigatoriamente, um típico centroavante para empurrar a bola para o gol. O melhor é ter atacantes que se movimentem bastante, deem passes e façam gols.
O São Paulo atuou bem nas duas últimas partidas, com um trio na frente, sem centroavante, formado por Lucas mais pela direita, driblando em direção ao gol, Fernandinho mais pela esquerda e Dagoberto livre, por todo o ataque. Rivaldo deveria dar umas aulas para os três, principalmente para Fernandinho e Dagoberto, sobre como finalizar com precisão.
Lucas, pela posição, velocidade, habilidade e força física, me lembra Jairzinho, o Furacão da Copa do Mundo de 1970. Jairzinho foi um craque. Lucas é uma grande esperança.
Alguns jovens encantam em seus primeiros jogos. Fiquei empolgado quando vi Ronaldinho na seleção sub-17, Messi na sub-20 da Argentina, Neymar, Ronaldo e Romário, respectivamente, no Santos, no Cruzeiro e no Vasco. No primeiro treino de Dirceu Lopes no Cruzeiro, nos anos 60, já mostrou que se tornaria um craque.
Outros encantam aos poucos, como Kaká, Rivaldo e, agora, Lucas. Mesmo jogando bem no Campeonato Brasileiro do ano passado, Lucas evoluiu muito neste ano.
Há ainda os que encantam no início de suas carreiras, parecem craques, mas se tornam apenas bons jogadores, como Dagoberto.
Quando isso acontece, nossas avaliações é que estavam erradas, ou, parafraseando o poeta Carlos Drummond de Andrade, eles é que se perderam com tantas pedras no meio dos caminhos?
Às vezes, Lucas parece correr com a bola em um túnel estreito e escuro.
Para se tornar um craque, e não apenas um bom jogador, ele precisa, além de excepcionais qualidades técnicas e físicas, ter uma visão privilegiada do campo, a antevisão do lance e a capacidade de perceber e calcular tudo o que está à sua volta. É o terceiro olho, o do craque.
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