As razões da Globo
Fonte Veja
15 de Fevereiro de 2011
Se concretizada de fato, a possibilidade de a Globo não participar da concorrência que o Clube dos 13 fará em março pelos direitos de transmissão dos Brasileirões de 2012, 2013 e 2014, será o primeiro basta da emissora a leilões que a Record tem obrigado a líder de audiência a entrar nos últimos anos, inflacionando seus os custos.
São leilões quase sempre relacionados a eventos esportivos. É uma espécie de fatura alta que, na avaliação da cúpula da Globo, só a Record tem a ganhar: internamente, a Globo afirma que a emissora de Edir Macedo não tem compromisso em propostas que equacionem rentabilidade e custo por causa da ajuda da Igreja Universal. Por isso, a Record poderia sempre fazer ofertas mais altas, inflacionando de modo irreal qualquer concorrência. “Nós vivemos de receitas publicitárias, eles têm também a Universal”", diz um diretor da Globo.
Na reunião que terá nesta semana no Clube dos 13, a Globo detalhará essa posição. Dirá que sua disposição de não participar de um leilão com preço mínimo de 500 milhões de reais para os direitos de TV aberta não é ameaça nem estratégia de negociação – é uma decisão tomada (aliás, foi decidida numa reunião da qual participou inclusive a família Marinho). Simplesmente por que, as contas não fecham, não se pagariam com a venda de publicidade. Será que a Globo conseguirá fazer o Clube dos 13 voltar atrás?
São leilões quase sempre relacionados a eventos esportivos. É uma espécie de fatura alta que, na avaliação da cúpula da Globo, só a Record tem a ganhar: internamente, a Globo afirma que a emissora de Edir Macedo não tem compromisso em propostas que equacionem rentabilidade e custo por causa da ajuda da Igreja Universal. Por isso, a Record poderia sempre fazer ofertas mais altas, inflacionando de modo irreal qualquer concorrência. “Nós vivemos de receitas publicitárias, eles têm também a Universal”", diz um diretor da Globo.
Na reunião que terá nesta semana no Clube dos 13, a Globo detalhará essa posição. Dirá que sua disposição de não participar de um leilão com preço mínimo de 500 milhões de reais para os direitos de TV aberta não é ameaça nem estratégia de negociação – é uma decisão tomada (aliás, foi decidida numa reunião da qual participou inclusive a família Marinho). Simplesmente por que, as contas não fecham, não se pagariam com a venda de publicidade. Será que a Globo conseguirá fazer o Clube dos 13 voltar atrás?
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