Criados na base, Ceni e Baresi unem forças para recuperar o Tricolor

Amigos seguiram rumos diferentes e agora voltam a trabalhar juntos. O jovem técnico conta com a liderança não só do capitão, mas de todo o time

Fonte Globo Esporte
Companheiros ainda meninos, Sérgio Baresi e Rogério Ceni se reencontram no São Paulo em posições diferentes, mas com o mesmo objetivo: reerguer o time após a eliminação na Libertadores. Com a saída de Ricardo Gomes, Baresi deixou o comando do time sub-20 do Tricolor, em Cotia, para assumir a equipe principal. E trabalhará ao lado do goleiro, que hoje é ídolo da torcida. A dupla começou junta na base, mas cada um seguiu seu caminho. Ceni percorreu a trilha de títulos e hoje é nome absoluto no gol tricolor, aos 37 anos. Baresi, 20 dias mais velho que o camisa 1, passou por alguns clubes até encurtar a carreira por conta de graves lesões e passou a se dedicar à carreira de treinador.

Rogério Ceni (quarto da esq. para dir.) e Baresi (sexto) jogaram juntos a Copinha (Foto: Gazeta Press)
Ainda jovens, Ceni e Baresi foram campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1993, batendo o Corinthians na final, com uma equipe que contava ainda com Jamelli e André Luis. No ano seguinte, o zagueiro atuou em três partidas pelo Brasileiro, enquanto Ceni era campeão da Conmebol com o famoso expressinho, comandado por Muricy Ramalho. O camisa 1 só seria titular em definitivo em 1997, para depois conquistar títulos importantes na carreira, como a Libertadores e o Mundial de Clubes, em 2005, além de três Brasileiros, em 2006, 2007 e 2008. Baresi lembra com carinho dos tempos de base ao lado do goleiro.
- Vivenciamos várias passagens na base, e uma delas foi cômica. Certa vez o Rogério comprou um Fusca, com o aval do zagueiro Ronaldo, que indicou o carro, fez propaganda. Só que nenhum dos dois contava com o monte de problemas que o carro começou a apresentar em duas ou três semanas. O Rogério teve que se desfazer do veículo e acabou trocando por uma TV ou geladeira, não lembro bem - sorriu o ex-zagueiro.
Desde que deixou o Tricolor, Baresi passou por diversos clubes do Brasil como União São João, Ponte Preta e Cruzeiro, além de times no exterior. Sofreu uma sequência de lesões no joelho e no tornozelo que encurtaram sua carreira. Por conta disso, em 2003, ele fez a transição do campo para o banco no Santo André como auxiliar e, posteriormente, treinador da base.
- Como atleta sempre fui determinado, aguerrido, mas às vezes no futebol a gente não entende muitas coisas. Joguei em mais de 15 clubes e talvez nem tudo tenha dado certo porque sofri muitas lesões e cirurgias de joelho e tornozelo - justificou o ex-zagueiro, que recebeu o apelido de Baresi quando Telê Santana resolveu colocá-lo para atuar como líbero - O professor Telê só me chamava de Sérgio, mas o apelido pegou entre os jogadores por causa do Baresi italiano, que estava em grande fase.

(Foto: Vipcomm)
Baresi e Ceni se reencontram, agora como treinador
e goleiro do São Paulo
Do Santo André, Baresi foi assumir a base do São Caetano em 2005. Ficou até 2008, quando foi chamado para trabalhar com os meninos do São Paulo, clube que o formou. Teve uma experiência dirigindo o time profissional do Toledo-PR em 2009, no Paranaense, por causa de um acordo entre o clube e o Tricolor, e retornou para seguir com a equipe sub-20 até ser campeão da Copinha este ano. Sem fazer grandes planos para o futuro, o técnico pensa na grande chance que tem no presente.
- O sonho da minha vida é chegar o mais longe possível. Quando estava no São Caetano, recebi o convite do São Paulo para desenvolver um projeto em Guaianazes. Implantei minha filosofia e em três meses tudo ficou muito legal. O clube viu e me levou para o sub-13. Paralelamente surgiu a chance de Toledo e na hora aceitei. E em janeiro fomos campeões da Copinha. Minha transição como técnico foi muito rápida, por isso não imagino muito o futuro não, penso no dia de hoje - acrescentou Baresi.
Para resolver os problemas do São Paulo, o novo treinador conta com a ajuda do amigo de juventude Rogério Ceni, mas também espera ver mais líderes dentro das quatro linhas.
- O Rogério tem essa experiência de líder e poderá ajudar, mas não é só ele. Às vezes outro jogador que não o capitão contribui dessa forma. Temos nomes importantes no elenco que podem organizar dentro de campo - completou o jovem treinador.
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