O São Paulo passa por uma etapa importante na definição do novo modelo de gestão de ingressos do Morumbi. O clube criou uma comissão especial para analisar o contrato com a Ticketmaster, empresa que deverá assumir a operação do estádio a partir de 2027. Nesta sexta-feira, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, anunciou mudanças na composição do grupo.
Jonathan Celso Rodrigues Ferreira e Rosalvo Beiro passam a integrar a comissão, substituindo Daurio Speranzini Junior e Marcel de Siqueira Bonilha. Mesmo com as alterações, o objetivo do grupo permanece o mesmo: avaliar detalhadamente os documentos e identificar possíveis riscos jurídicos e financeiros antes da votação definitiva pelo Conselho Deliberativo.
A criação da comissão ocorreu após questionamentos apresentados pela NewC, empresa que também participou do processo de seleção. O trabalho do grupo será determinante para que os conselheiros tenham um panorama completo das condições previstas no acordo antes de decidir pela aprovação ou não do contrato.
O negócio já foi aprovado pelo Conselho de Administração e prevê uma antecipação financeira de R$ 140 milhões ao São Paulo. O valor é considerado importante pela diretoria para aliviar as dificuldades de caixa e colocar em dia compromissos de curto prazo, incluindo pendências relacionadas aos direitos de imagem dos jogadores.
Do montante total, R$ 110 milhões seriam liberados 45 dias após a assinatura do contrato. A quantia funcionaria como um empréstimo, com prazo de cinco anos para pagamento e juros vinculados ao CDI. Outros R$ 30 milhões seriam pagos pela utilização de um camarote no Morumbi, enquanto a Ticketmaster também prevê um investimento de R$ 6 milhões na reforma do museu do clube.
Outro ponto que chama atenção no acordo é o limite mensal de devolução ao parceiro, estabelecido em R$ 1,8 milhão, independentemente da arrecadação obtida com a venda de ingressos. Na prática, o São Paulo terá de cumprir esse compromisso mesmo em períodos de menor receita, como durante a paralisação provocada pela Copa do Mundo.
A negociação também envolve o programa de sócio-torcedor, atualmente administrado pela Feng. A possível transferência da gestão para a nova operação poderá reduzir custos e modificar os serviços oferecidos aos associados, em uma tentativa do clube de tornar a estrutura mais eficiente.
Diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo São Paulo, o acordo ganhou peso nos bastidores. A antecipação dos recursos é vista como uma alternativa para ajudar a resolver pendências com o elenco, mas o compromisso de longo prazo exige uma análise cuidadosa antes da decisão final do Conselho Deliberativo.
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VAI DAR NEGÓCIO? Definição: comissão analisa contrato milionário do SPFC com a Ticketmaster
Fonte SPFC.net
4 de Setembro de 2026
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