A troca no comando da gestão de bilheteria do Morumbis deflagrou uma verdadeira guerra de bastidores na política do São Paulo Futebol Clube. Com a eleição presidencial agendada para a primeira quinzena de dezembro, o presidente Harry Massis e o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, protagonizam um embate direto que ameaça travar o fluxo de caixa do Morumbis.
O centro da discórdia é o contrato com a Ticketmaster, que prevê o aporte e a antecipação de R$ 140 milhões ao clube. A diretoria enxerga o montante como vital para quitar salários e direitos de imagem atrasados do elenco, que já superam dois meses de débito.
Trava no Conselho e acusação de concorrente
Embora a diretoria administrativa tenha aprovado a parceria, Olten Ayres freou o trâmite e exigiu a criação de uma comissão especial para analisar as cláusulas do documento:
- Questionamento externo: A decisão do Conselho ocorreu após provocações da empresa NewC, concorrente no setor, que levantou dúvidas sobre a lisura da concorrência;
- Resposta da gestão: Harry Massis defendeu publicamente a transparência do processo e cobrou celeridade na votação para evitar o colapso financeiro do clube;
- Áudio vazado: Em gravação que circulou nos bastidores, o presidente são-paulino pressionou conselheiros aliados para forçar a pauta no Conselho Deliberativo.
Xadrez político e cenário eleitoral acirrado
A disputa pelo contrato de bilheteria escancara a divisão política que vive o Tricolor a três meses da eleição presidencial. O arco de alianças no Morumbis desenha um cenário de forte polarização:
De um lado, a gestão Harry Massis sustenta o apoio de seis grupos políticos da base aliada. Do outro, a oposição liderada por Olten Ayres articula a candidatura de novos nomes ao pleito de dezembro — cenário que ganhou força após a desistência de Rogério Caboclo e a emergência do nome de Marcelinho Portugal Gouvêa.
E você, torcedor são-paulino? Como avalia essa disputa política às vésperas da eleição no Morumbis? Deixe sua opinião nos comentários!