O São Paulo FC encerrou esta terça-feira com um duro golpe em seu planejamento orçamentário. Com o fechamento das principais janelas de transferências do futebol europeu (Inglaterra, Espanha, França, Alemanha e Itália), o Tricolor não conseguiu concretizar a venda de atletas no período e segue distante de atingir a meta estipulada de R$ 180,6 milhões em negociações até o final de 2026.
A maior frustração da diretoria tricolor esteve na figura do volante Damián Bobadilla. A cúpula contava com a valorização do atleta na Copa do Mundo após defender a seleção do Paraguai em quatro partidas nos Estados Unidos, mas o jogador retornou sem propostas oficiais e ainda convive com dores no joelho direito, tendo atuado apenas três vezes desde julho.
Centros alternativos mantêm esperança no mercado
Apesar do fechamento dos grandes centros europeus, a diretoria são-paulina ainda monitora mercados alternativos que permanecem com janelas abertas para tentar negociar peças do elenco. Países como Holanda, Bélgica, Turquia, Portugal, Arábia Saudita, Rússia e México seguem como rotas possíveis para potenciais investidores.
O cenário atual acende o alerta nas finanças do clube, que projetou metas ousadas baseadas no sucesso de arrecadação do ano passado, quando obteve R$ 283 milhões com direitos econômicos (contra R$ 93 milhões acumulados em 2024).
Balanço de vendas do São Paulo em 2026
Até o momento, as principais receitas geradas com saídas de atletas na temporada somam valores bem abaixo do esperado:
- Ferraresi: Vendido ao Botafogo por 3 milhões de euros (~R$ 19 milhões);
- Rodriguinho: Negociado com o Red Bull Bragantino por US$ 3 milhões (~R$ 15,6 milhões);
- Alan Franco: Emprestado ao Tigres-MEX por US$ 500 mil (~R$ 2,5 milhões);
- Saídas por empréstimo ou rescisão: Alisson (Fluminense), Negrucci (Athletic), Moreira (Al-Nasr), Gonzalo Tapia (Columbus Crew), Paulinho (Torrense), Hugo (Mito HollyHock) e Dória (liberado).
Até 31 de maio, o balancete oficial registrava apenas R$ 18,74 milhões arrecadados, número atualizado recentemente pelas saídas de Ferraresi e Alan Franco, mas ainda distante da meta anual.
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