Nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, às 21h30 (horário de Brasília), o Nubank Parque recebe o Clássico Paulista entre Palmeiras e Santos, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, com transmissão de Globo, SporTV, Premiere e Prime Video. A volta está marcada para 2 de setembro, na Vila Belmiro, e o vencedor encara quem passar de Vasco x Vitória. No dia de seu aniversário de 112 anos, o Verdão recebe um Peixe que divide energias entre Copa do Brasil, Sul-Americana e a briga contra o rebaixamento no Brasileirão. O cenário tático é impactado pela ausência de Neymar, que não viajou com a delegação por causa do gramado sintético, deixando os visitantes apostando na experiência de Gabigol e na criatividade de Rollheiser contra o poderio ofensivo palmeirense.
A análise inicial foca no desempenho produtivo das equipes na atual edição da Copa do Brasil, estruturando a base estatística para o embasamento da partida. Ambas chegam às quartas de final com quatro jogos disputados no torneio.
- Jogos: Palmeiras 4 | Santos 4
- Vitórias: Palmeiras 3 | Santos 2
- Gols marcados por jogo: Palmeiras 3,0 | Santos 1,4
- Gols sofridos por jogo: Palmeiras 1,0 | Santos 0,0
- Finalizações (chutes no gol) por jogo: Palmeiras 6,8 | Santos 3,0
- Escanteios (total na competição): Palmeiras 34 | Santos 24
- Média de posse de bola: Palmeiras 63,9% | Santos 57,4%
O Verdão exibe o perfil mais agressivo do confronto na competição: três vitórias em quatro jogos, média de 3,0 gols marcados por partida e 6,8 chutes no gol por jogo. O volume ofensivo também aparece nas bolas paradas, com 34 escanteios conquistados no torneio (8,5 por jogo), sustentados por 63,9% de posse de bola média — controle de jogo que combina com o estilo de Abel Ferreira em casa. O ponto de atenção está na retaguarda: o time cedeu 1,0 gol por partida, ou seja, ainda não conseguiu manter o gol intacto com regularidade.
SantosO Peixe apresenta um retrato quase oposto. São duas vitórias em quatro jogos e uma produção ofensiva bem mais contida — 1,4 gol marcado por partida e apenas 3,0 chutes no gol por jogo, menos da metade do volume palmeirense. A compensação vem de uma defesa impecável: nenhum gol sofrido na competição, com média de 0,0 gol contra por jogo. A equipe de Cuca também circula bem a bola (57,4% de posse média) e soma 24 escanteios, seis por partida.
O contraste entre os perfis é o dado mais relevante da comparação: o Palmeiras tem mais que o dobro de finalizações certeiras por jogo (6,8 a 3,0) e mais que o dobro de gols marcados por partida (3,0 a 1,4), além de vantagem em posse (63,9% a 57,4%) e escanteios (34 a 24). O Santos, por outro lado, é o único dos dois que ainda não foi vazado na Copa do Brasil, enquanto o mandante sofre um gol por jogo em média. Ou seja, o duelo opõe o ataque mais produtivo à defesa mais sólida — e o histórico recente do clássico ajuda a calibrar essa leitura.
A base de dados registra oito clássicos disputados nos últimos três anos (2024–2026), divididos entre Campeonato Brasileiro e Paulistão. O saldo é favorável ao Palmeiras: cinco vitórias, um empate e duas derrotas, com 10 gols marcados contra 5 sofridos.
- 02/05/2026 — Brasileirão (Nubank Parque): Palmeiras 1 x 1 Santos
- 14/01/2026 — Paulistão (Arena Barueri): Palmeiras 1 x 0 Santos
- 16/11/2025 — Brasileirão (Vila Belmiro): Santos 1 x 0 Palmeiras
- 07/11/2025 — Brasileirão (Nubank Parque): Palmeiras 2 x 0 Santos
- 23/01/2025 — Paulistão (Vila Belmiro): Santos 1 x 2 Palmeiras
- 07/04/2024 — Paulistão (Nubank Parque): Palmeiras 2 x 0 Santos
- 31/03/2024 — Paulistão (Vila Belmiro): Santos 1 x 0 Palmeiras
- 28/01/2024 — Paulistão (Nubank Parque): Palmeiras 2 x 1 Santos
Dois recortes chamam atenção. O primeiro é o fator casa: nos quatro clássicos recentes no Nubank Parque, o Palmeiras somou três vitórias e um empate, sem derrotas — o Santos não vence no estádio desde 2017. O segundo é o volume de jogo acumulado nesses oito encontros: o Verdão finalizou mais (7,3 chutes por partida, sendo 2,9 no alvo, contra 6,1 e 2,0 do Peixe) e cobrou mais escanteios (4,1 a 3,3 por jogo). Em compensação, o Santos foi a equipe mais punida pela arbitragem, com média de 1,75 cartão amarelo por clássico, contra 1,38 do rival — dado relevante num mata-mata em que Neymar já corria risco de suspensão para o jogo de volta.
Historicamente, os dois também já se encontraram duas vezes na Copa do Brasil, com classificação palmeirense nas duas: na semifinal de 1998 (pelo gol fora de casa) e na final de 2015, decidida nos pênaltis.
- Vitória do Palmeiras: 1.50
- Empate: 4.00
- Vitória do Santos: 7.00
Sugestão: Palmeiras vence
No mercado de resultado, as linhas mostram o longo jejum de vitórias do Santos na casa palestrina (desde 2017), o retrospecto de cinco vitórias em oito clássicos e a ausência do principal astro visitante. O Palmeiras chega como claro favorito pela campanha que faz na temporada e também pela ausência de Neymar e Gabriel Barbosa no Peixe.
Sugestão: Mais de 2.5 gols
As tendências rastreadas para os totais de gols apontam dinâmicas radicalmente distintas — e é aqui que está o dado mais forte da prévia. Nos quatro jogos do Palmeiras na Copa do Brasil, 100% terminaram acima de 2.5 gols e metade deles passou até da linha de 3.5. Na direção oposta, todos os quatro jogos do Santos ficaram abaixo de 2.5 gols, com 75% abaixo de 1.5 e metade sem qualquer gol no placar agregado. O choque entre o ímpeto do Verdão em casa e a retaguarda conservadora do Peixe será o norteador para a precificação deste mercado, com atenção também ao histórico direto: em seis dos oito clássicos recentes o total ficou em dois gols ou menos.
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