Rogério Caboclo formalizou sua intenção de candidatar-se à presidência do São Paulo Futebol Clube, avançando discussões internas na oposição sobre a representatividade do grupo nas próximas eleições do clube. O ex-dirigente se destacou por sua experiência acumulada em mais de vinte anos no futebol, a qual pretende utilizar como um dos principais argumentos de sua candidatura.
Experiente em funções relevantes, Caboclo foi diretor financeiro e diretor-adjunto de marketing do São Paulo, além de ter exercido importantes papéis na Federação Paulista de Futebol e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em nota oficial, ele expressou a intenção de apresentar um projeto focado em governança, finanças, futebol profissional, categorias de base e clube social, áreas essenciais para o desenvolvimento e recuperação do São Paulo em um cenário de dificuldades financeiras e esportivas.
Caboclo assinalou que sua trajetória na CBF, onde chegou a presidir a entidade e obteve um aumento significativo na receita, será um destaque na campanha. Informações financeiras mostram que a receita da CBF saltou de R$ 263 milhões para R$ 957 milhões entre 2010 e 2019, um reflexo de sua gestão em momentos críticos. Contudo, a candidatura não estará isenta de controvérsias, especialmente relacionadas a seu período na presidência da CBF.
As acusações de assédio sexual e moral que levaram Caboclo a deixar o cargo em 2021 deverão ser parte integrante do debate eleitoral. Ele nega as acusações e ressalta que nenhuma condenação criminal foi imposta, afirmando que os casos foram arquivados ou tratados judicialmente sem reconhecimento de culpa. Essa questão poderá influenciar a percepção dos eleitores e complicar sua busca por apoio no clube.
Seu projeto para o São Paulo inclui o fortalecimento de estruturas de compliance e gestão de riscos, além da reorganização da dívida e integração de tecnologia nas transações de jogadores. Tais propostas estão alinhadas com a necessidade de modernização e eficiência em um clube que atualmente enfrenta desafios significativos em vários aspectos.
Apesar do histórico robusto, Caboclo ainda precisa conquistar a confiança dos conselheiros do São Paulo para que sua candidatura avance. O processo eleitoral no clube promete ser acirrado, envolvendo diferentes quadrantes políticos e exigindo um diálogo aberto sobre a viabilidade de seus planos e a maneira como pretende implementar as mudanças necessárias.