O São Paulo conquistou um ponto importante ao empatar por 1 a 1 com o Flamengo, no Maracanã, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois da derrota para o Athletico-PR na retomada da competição, o Tricolor mostrou evolução defensiva, reagiu após sair atrás no placar e evitou um novo tropeço fora de casa.
O grande destaque da equipe foi Calleri, que voltou a decidir com um gol de cabeça e garantiu o empate são-paulino. Além do argentino, o jovem Osório teve atuação segura e deu a assistência para o camisa 9 balançar as redes, reforçando o bom momento das revelações de Cotia.
O centroavante argentino apareceu no momento decisivo e confirmou sua importância para o time. Outro nome que chamou atenção foi Osório, jovem formado em Cotia que teve atuação segura e ainda deu a assistência para o gol são-paulino.
Bola Cheia: Calleri
Calleri foi o Bola Cheia do São Paulo no Maracanã. O centroavante ficou pouco envolvido durante boa parte do jogo por causa da proposta mais defensiva da equipe, mas mostrou o que se espera de um camisa 9: precisou de apenas uma oportunidade para decidir.
Na jogada do empate, o argentino fez ótima movimentação no meio da área, ganhou espaço entre os defensores e cabeceou para o gol. Além disso, brigou com a defesa do Flamengo e serviu como referência para o ataque tricolor.
O gol teve peso importante, já que garantiu um ponto fora de casa contra um adversário direto e mostrou que Calleri continua sendo uma das principais armas do São Paulo.
Destaque especial para Osório
Embora apenas um jogador receba o Bola Cheia, Osório merece uma menção especial. O jovem de Cotia teve personalidade para atuar no Maracanã, fechou bem os espaços e ainda deu a assistência para o gol de Calleri.
Ele cometeu alguns erros na saída de bola, algo natural para um atleta jovem em um jogo de grande pressão, mas compensou com segurança defensiva e participação direta no resultado.
A atuação reforça a expectativa sobre o zagueiro e mostra que Dorival Júnior pode ganhar uma alternativa importante vinda da base para a sequência da temporada.
Bola Murcha: Victor Sá
Victor Sá foi o Bola Murcha da partida. O atacante entrou no lugar de Artur com a missão de dar velocidade e maior presença ofensiva pelo lado direito, mas teve pouca participação e não conseguiu incomodar a defesa do Flamengo.
Em um jogo no qual o São Paulo precisava aproveitar os espaços deixados pelo adversário, Victor Sá apareceu pouco e não conseguiu transformar suas características em jogadas de perigo.
A escolha não significa que tenha comprometido o resultado, mas foi o jogador que menos conseguiu contribuir entre aqueles que tiveram tempo suficiente em campo.
Notas dos jogadores do São Paulo
- Rafael – 6,5: fez grande defesa antes do gol do Flamengo e não teve responsabilidade no lance que terminou na rede.
- Lucas Ramon – 7,0: mostrou disposição, fechou os espaços e apoiou o ataque com arrancadas e ultrapassagens.
- Arboleda – 6,0: foi firme nos desarmes, mas errou passes na saída e perdeu Léo Pereira no lance do gol.
- Osório – 7,5: atuação segura, boa presença defensiva e assistência para o gol de Calleri. Foi um dos grandes destaques.
- Wendell – 6,0: teve desempenho sólido na marcação, mas apareceu pouco no apoio ofensivo.
- Pablo Maia – 6,5: protegeu melhor o meio-campo e participou bastante da circulação da bola, embora ainda esteja abaixo de seu melhor nível.
- Danielzinho – 7,0: pressionou bem, ocupou diferentes espaços e ajudou a impedir que o Flamengo tivesse liberdade pelo centro.
- Marcos Antônio – 6,5: fez uma partida regular e cresceu quando ganhou mais liberdade na segunda etapa.
- Luciano – 6,0: pouco apareceu com a bola, mas compensou com intensidade na marcação e pressão sobre a saída adversária.
- Artur – 6,5: foi a principal válvula de escape ofensiva, tentou cruzamentos e jogadas pelo lado, mas sem grande efetividade.
- Calleri – 8,5: Bola Cheia da partida. Teve poucas chances, mas marcou o gol que garantiu o empate no Maracanã.
- Ferreira – 6,0: entrou com disposição, carregou a bola e ajudou a equilibrar o ataque pelos dois lados, mas não criou chances claras.
- Victor Sá – 5,0: Bola Murcha. Participou pouco e não conseguiu dar ao time a velocidade esperada.
- André Silva – sem nota: entrou nos minutos finais e teve pouco tempo para participar.
- Sabino – sem nota: entrou nos acréscimos e não teve tempo suficiente para avaliação.
- Dorival Júnior – 7,5: montou uma equipe organizada, protegeu bem os espaços e reagiu rapidamente após o gol do Flamengo.
O que o empate representa para o São Paulo
O resultado no Maracanã foi positivo pelo contexto. O São Paulo enfrentou um adversário forte fora de casa, mostrou evolução defensiva e teve capacidade de reação após sofrer o gol.
O desempenho ainda revelou pontos que precisam melhorar, principalmente na saída de bola e na criação ofensiva. Mesmo assim, a atuação de Calleri e o surgimento de Osório como alternativa deixam sinais animadores para Dorival Júnior.
Para você, Calleri foi mesmo o Bola Cheia? E Victor Sá mereceu ficar com o Bola Murcha?
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