O Conselho Deliberativo do São Paulo anunciou a decisão de excluir Dedé do quadro de associados, após a votação que resultou em 195 votos a favor da punição. Essa medida reverte o parecer da Comissão de Ética, que havia recomendado apenas uma suspensão temporária de quatro meses.
A investigação em torno de Dedé refere-se à sua atuação no Departamento Social do clube, especialmente em relação ao caso FGoal. A investigação também se desdobrou em uma apuração pela Polícia Civil, centrando-se em movimentações financeiras consideradas suspeitas na plataforma Zigpay, utilizada para processar pagamentos no Morumbi.
A empresa FGoal defendeu sua operação, alegando ter autorização do diretor responsável na época. Entretanto, os documentos revelam que a FGoal atuou sem um contrato formal específico e que Dedé teria prestado uma declaração que foi posteriormente usada em ações judiciais contra o clube.
Em sua defesa, Dedé argumentou que não há evidências concretas de enriquecimento pessoal ou má gestão que justifiquem sua exclusão. Ele sustentou que não foram identificados desvio de recursos, má-fé ou qualquer vantagem indevida que comprometam a integridade do clube.
A escolha do Conselho por uma sanção mais severa reflete a preocupação em manter a integridade institucional e a transparência nas operações do clube, especialmente em um momento em que a administração busca consolidar a confiança dos torcedores e associados.
Neste cenário, a continuidade de André Silva no clube foi destacada, enquanto a saída de Alan Franco gerou especulações em torno da gestão de elenco e estratégia, evidenciando as complexidades nas relações internas durante essa fase de reformulação.
Com a exclusão de Dedé, abre-se um novo capítulo para o São Paulo, que precisa agora focar em sua organização tática e nas transições ofensivas, buscando melhorar seu desempenho coletivo na temporada atual. Esse episódio pode impactar a imagem da gestão e as perspectivas do clube no campeonato.