Com a quantidade elevada de jogadores em tratamento no departamento médico, o técnico Hernán Crespo enfrentou enormes dificuldades para estabelecer uma base competitiva. A cada semana, peças fundamentais deixavam o elenco devido a problemas musculares, traumas ou lesões mais sérias, o que culminou em uma equipe constantemente alterada e sem tempo adequado para treinar. Essa falta de continuidade prejudicou o desenvolvimento de um padrão de jogo sólido, algo que é característica da filosofia de trabalho de Crespo, que preza por intensidade e organização tática. A pressão por resultados, aliada ao desconforto de perder jogadores em momentos decisivos, gerou um desgaste psicológico significativo no grupo.
A caminhada rumo à Copa Libertadores de 2026 tornou-se mais complexa, mas ainda não é impossível. O São Paulo depende da recuperação de seus jogadores-chave, do reencontro do equilíbrio tático e da recuperação da confiança que marcaram o início da temporada.
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