Por que São Paulo é quem mais dá trabalho ao Palmeiras de Abel? Comentaristas da ESPN respondem

Palmeiras e São Paulo se enfrentam nesta quinta-feira (13), às 20h (de Brasília),…

Fonte ESPN



Nesta quinta-feira (13), o Palmeiras recebe o São Paulo, às 20h (de Brasília), no Allianz Parque, pelo jogo de volta das quartas da Copa do Brasil.


Para avançar às semis, o Verdão precisará reverter a vantagem de 1 a 0 conquistada pelo Tricolor na ida, no Morumbi, na semana passada.




Esse, aliás, vem sendo um cenário constante na vida palestrina nos últimos anos.


Desde que o técnico Abel Ferreira chegou ao Palestra Itália, em novembro de 2020, o São Paulo foi, disparado, o time que mais deu trabalho ao seu Alviverde.


No período, o Tricolor conquistou seis vitórias em cima do Palmeiras, mais que o dobro do 2º colocado neste "ranking".


Veja a lista:


São Paulo: 6 vitórias


Fortaleza/Flamengo: 3 vitórias


Athletico-PR, Atlético-MG, Ceará, Defensa y Justicia, Internacional e Bragantino: 2 vitórias


Vale ainda lembrar que o São Paulo ainda conseguiu outro feito raríssimo desde a contratação do treinador português: ganhou um título em cima dos palestrinos (Paulistão 2021). Além disso, ainda eliminou o rival nas oitavas da Copa do Brasil do ano passado.


Mas, afinal, por que o time do Morumbi complica tanto a vida do Palmeiras de Abel?


Para saber o motivo, ouvimos a opinião dos comentaristas da ESPN, que explicaram por que o Tricolor se tornou o grande "nêmesis" palestrino de 2020 para cá.


Confira as opiniões:


André Plihal
Apresentador da ESPN e blogueiro do ESPN.com.br


Como tudo isso aconteceu com quatro treinadores diferentes (Fernando Diniz, Hernán Crespo, Rogério Ceni e Dorival Júnior), não dá pra dizer que seja por uma questão de encaixe. Historicamente o Palmeiras não joga bem contra o São Paulo no Morumbi. Não existe uma razão pra isso, mas é assim. Calhou dos times se cruzarem em muitos torneios. Boa parte desses jogos teve um caráter decisivo (finais de Paulista, mata-mata de Copa do Brasil), em que o dono da casa costuma jogar tudo nos seus domínios, com a força da torcida… Pra mim, essa questão passa bastante por aí.


Ubiratan Leal
Comentarista da ESPN e blogueiro do ESPN.com.br


Nesse período do Abel, e no período de bons resultados do São Paulo contra o Palmeiras do Abel, o São Paulo teve vários treinadores, principalmente o Crespo, o Rogério Ceni e o Dorival Júnior. Mas uma marca desse São Paulo com esses três treinadores, independentemente de mudanças de esquema, é que sempre eram times jovens e muito físicos. Físicos não de força física, mas de intensidade. Eram times mais rápidos, times capazes de crescer de intensidade no jogo e tentar igualar um jogo em que ele era tecnicamente inferior ao adversário.


O São Paulo tem feito jogos competitivos contra Palmeiras e Flamengo, por exemplo, nesse período, contra o Palmeiras do Abel, mas também contra o Flamengo, o São Paulo fez alguns bons jogos. A gente lembra da semifinal da Copa do Brasil do ano passado, porque o São Paulo tem essa capacidade de, em alguns jogos, jogar com mais intensidade, ainda mais contra um adversário que tenta buscar o jogo também. Então, os jogos ficam mais abertos e muito mais corridos, e o São Paulo consegue igualar bem um jogo assim.


O São Paulo sofre mais contra times em que ele tem que abrir espaço, tem que trabalhar mais o jogo. Ficar com uma grande sequência de jogos nessa intensidade, porque daí já fica um pouco mais difícil, o São Paulo acaba denunciando um pouco das suas limitações. Mas, nesses clássicos ali, o São Paulo consegue se focar naquele jogo e entrar com uma entrega especial, e nisso ele consegue igualar o Palmeiras na intensidade, e o Palmeiras acaba sofrendo com isso.


O Palmeiras é um time muito intenso, é um time muito arrumado, mas quando o São Paulo iguala, muitas vezes consegue empurrar o Palmeiras de volta. E o Palmeiras não consegue ter o domínio em que ele se sente mais confortável, que é, por exemplo, um cenário que tem sido muito comum nos jogos do Palmeiras com o Corinthians.


O Palmeiras tem tido um grande domínio sobre o Corinthians porque o o Corinthians tem essa deficiência. É um time que não consegue entregar aquela mesma intensidade, e daí o Palmeiras joga com muito mais conforto.


Paulo Calçade
Comentarista da ESPN


Essa resistência tricolor ao time mais bem dirigido do país ocorreu com vários treinadores diferentes. Passou por Crespo, Rogério Ceni e chegou a Dorival. Não se pode atribuir essas vitórias a um conceito específico, e sim à mobilização gerada pela rivalidade de um clássico, algo que o Corinthians, por exemplo, não conseguiu. Em todos esses resultados, o São Paulo competiu. E muito, sem medo!


Vítor Birner
Comentarista da ESPN


Essa é uma pergunta das mais difíceis de responder, porque: o São Paulo ganhou do Palmeiras com técnicos diferentes - o São Paulo de técnicos diferentes, o Palmeiras do Abel - com jogadores diferentes, jogando de formas diferentes.


O único ponto em comum na maioria das vezes que conseguiu ganhar é que o São Paulo marcou muito bem e pressionou bastante a saída de bola do Palmeiras. Então quando o time do Abel teve dificuldade para sair da marcação alta, para fazer saída de jogo ou para acionar o contra-ataque com mais eficácia, de maneira mais direta e bem construída, o São Paulo conseguiu os resultados positivos.


Não todas as vezes o São Paulo marcou bem, porque o São Paulo, por exemplo, conseguiu isso no jogo do Campeonato Brasileiro do último, e aí com os erros do Arboleda o Palmeiras conseguiu vencer por 2 a 0 no Morumbi, que é a única derrota do São Paulo no Campeonato Brasileiro jogando no seu estádio.


Então, a única coisa, taticamente, que a gente pode colocar como semelhante nessas vitórias é a capacidade ou o acerto do São Paulo na marcação bem avançada. Até porque o São Paulo teve jogadores diferentes, de características também, repito, diferentes, ou seja, teve time que jogou a mais pelos lados, time que joga mais por dentro, como é o do Dorival, time mais agudo, time sem velocista, time com jogador mais rápido, time de aproximação. Então teve todos os tipos de jogo, e com todos esses tipos de jogo o São Paulo conseguiu vencer o Palmeiras.


Essa é a questão tática, mas tem uma questão ali que é anímica, e essa não tem como se explicar, e isso é uma coisa que acontece às vezes na história do futebol. Aqui em São Paulo existe uma máxima que diz que o São Paulo tem dificuldades contra o Corinthians, que o Corinthians tem dificuldades contra o Palmeiras e o Palmeiras tem dificuldade contra o São Paulo, e, não sei por quê, não sei se isso é verdade ou se não é verdade, mas de qualquer forma isso tem aparecido, porque individualmente o Palmeiras é muito melhor que o São Paulo.


Do time que vai entrar em campo na Copa do Brasil, o goleiro do Palmeiras seria titular no São Paulo, ambos os laterais provavelmente seriam titulares no São Paulo, o Gustavo Gómez seria titular do São Paulo, um dos volantes, pelo menos um dos volantes, seria titular do São Paulo, o Raphael Veiga seria titular do São Paulo, o Dudu seria titular do São Paulo e o Rony seria titular do São Paulo....


Ou seja: você olha individualmente, nesse momento de cada carreira, esses jogadores seriam melhores que os do São Paulo, são melhores que os do São Paulo. E, mesmo assim, o São Paulo que conseguiu vencer o último jogo atuando melhor.


Então a única coisa em comum que eu acho taticamente é isso, porque o resto, repito, é tudo diferente e essa é uma das perguntas mais complexas de serem respondidas. Se fosse fácil responder, o Abel já tinha achado as soluções e tinha diminuído, com os jogadores melhores que tem, esse aproveitamento do São Paulo contra o Palmeiras. Vale lembrar que os jogos principais foram vencidos pelo Palmeiras, o da Libertadores é o mais importante deles, do mata-mata.


Bruno Vicari
Apresentador da ESPN


Apresentador da ESPN analisou confrontos recentes entre São Paulo e Palmeiras por torneios como Paulistão, Copa do Brasil e CONMEBOL Libertadores


Leonardo Bertozzi
Comentarista da ESPN e blogueiro do ESPN.com.br


Parte disso se deve a um fator histórico de campo. São Paulo x Palmeiras, dos clássicos paulistas, talvez seja o que o mando mais pesa.


O Palmeiras ficou muito tempo sem ganhar no Morumbi nos anos 2000 e 2010. Mesmo hoje, com uma das equipes mais fortes da sua história recente, o Palmeiras sente dificuldades imensas em jogar lá.


Também há a questão do mérito dos técnicos que passaram pelo São Paulo no período da "era Abel Ferreira". Mesmo com filosofias diferentes, todos foram capazes de achar boas estratégias e criar soluções para vencerem o Palmeiras. Isso não pode ser ignorado.


Próximos jogos do Palmeiras:

São Paulo (C): 13/07, 20h (de Brasília) - Copa do Brasil


Internacional (F) - 16/07, 18h30 (de Brasília) - Brasileirão


Fortaleza (C) - 22/07, 16h (de Brasília) - Brasileirão


Próximos jogos do São Paulo:

Palmeiras (F) - 13/07, 20h (de Brasília) - Copa do Brasil


Santos (C) - 16/07, 16h (de Brasília) - Brasileirão



Cuiabá (F) - 22/07, 18h30 (de Brasília) - Brasileirão


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