O São Paulo ganhou um mini-torcedor para lá de especial nesta semana. Trata-se de Miguel Calleri Lopes, de apenas sete dias.
A idolatria pelo atacante Jonathan Calleri fez com que o são-paulino Roger Henrique Lopes e a sua esposa Camilla registrassem o filho com o sobrenome do jogador.
O centroavante chegou ao Morumbi em 2016 e mesmo em uma curta passagem caiu nos braços da torcida tricolor pelos bons números: 16 gols em 31 jogos.
Em entrevista ao ESPN.com.br, Henrique contou que desde aquela época já sabia que se tivesse um filho o batizaria com o nome do argentino.
""Sempre achei ele um cara raçudo, que se identificou muito com a torcida e com o time, apesar de ter passado um período curto. Desde aquela época eu já tinha colocado na minha cabeça: Vai ser Calleri. Agora preciso convencer a minha esposa. Ele acabou saindo do São Paulo e eu continuei acompanhando, vendo um jogo ou outro dele na Espanha, mas sempre com a mesma ideia. Sempre que falávamos em ter filho eu falava: "Miguel Calleri Lopes" para já ir amaciando ela"", disse.
Cinco anos depois, Calleri voltou ao São Paulo em 2021 por empréstimo e logo após foi comprado em definitivo pelo clube tricolor junto ao Deportivo Maldonado (URU), bem perto do período em que Camila engravidou.
""Aconteceu a situação dele voltar para o São Paulo e eu falei: "Agora não tem jeito, não tem para onde correr". E aí coincidiu dela engravidar, nós já estávamos querendo, eu conversei com ela, que também é são-paulina e ela concordou. Deu tudo certo"", completou.
Somando as duas passagens no São Paulo, o centroavante disputou 128 jogos com a camisa tricolor e anotou 52 gols. Apesar de ser tratado por alguns torcedores como ídolo, como é o caso de Henrique, o atacante não levantou nenhuma taça pelo Tricolor, já que chegou depois da conquista do Campeonato Paulista de 2021.
Para o pai do mini Calleri, no entanto, tal idolatria vai muito além dos títulos.
""O pessoal até pegou no meu pé falando que o Calleri tem muito pouco tempo no São Paulo, não ganhou nenhum título de expressão. Só que eu acho que não é questão de ser ídolo e sim de eu ter me identificado com o jogador. Ele é um jogador que entrega muito e muito comprometido. Nós não vemos ele metido em polêmica e nem nada do tipo. Sempre foi um jogador que eu gostei. Não tem essa questão de que não é ídolo ou que ainda não ganhou título de expressão. Eu sempre acompanhei ele. Na época que estava no São Paulo, quando foi para a Espanha e agora retornando ao São Paulo"", disse.
Na última semana, Henrique viralizou nas redes sociais ao publicar a certidão de nascimento do filho e, para surpresa de todos, conseguiu a atenção do próprio Calleri e de outro ídolo: Aloísio Chulapa.
O torcedor conta que a família não esperava tamanha repercussão já que mora em Goiânia e nunca conseguiu contato tão próximo com os jogadores.
""Está todo mundo assustado, porque sempre que o São Paulo vem jogar em Goiânia, eu tento acompanhar. Vou ao hotel, aeroporto para tentar uma foto, um autógrafo. Não é a primeira vez que eu tento contato através das redes sociais com algum jogador do São Paulo, só que nunca deu em nada. Dessa vez eu falei: "Vou tentar mais uma vez". Eu achei que seria igual das outras vezes. Postei no Twitter e alguns minutos depois Aloisio Chulapa comentou. Eu falei: "Pronto, zerei a vida"", comemorou.
Agora, Henrique quer realizar outro sonho: promover o encontro do filho com Calleri. Só que para isso terá que esperar pelo menos até outubro, quando o São Paulo viajará até Goiânia para enfrentar o Goiás pelo Brasileirão.
""Eu já tentei várias vezes, mas se esse encontro acontecer ou até mesmo uma foto ou um autógrafo, aí eu vou ter certeza que escolhi o nome certo para o meu filho. Esse ano temos o Goiás na Série A e se eu não me engano o jogo contra o São Paulo aqui é em outubro. Já conversei com a minha esposa, ele vai estar bem pequenininho, mas estou querendo leva-lo no estádio e vamos tentar. Vamos torcer para conseguirmos uma foto ou um encontro"", afirmou.
Henrique espera passar sua paixão pelo São Paulo para o pequeno Miguel e prometeu fazer de tudo para que o seu filho siga os passos. No entanto, caso Calleri decida torcer para outro time, o são-paulino só pede para que ele não vista a camisa dos rivais.
""Não é possível que ele vá torcer para outro time. Não tem como! O meu sonho é que ele seja são-paulino para que eu possa passar essa alegria que é torcer para o São Paulo. O São Paulo agora não está passando por uma fase muito boa, mas esse time já me deu muitas felicidades e eu pretendo passar tudo para ele. Eu espero que não haja outra possibilidade. O que eu puder insistir, mostrar, assistir com ele, contar a história, falar dos jogadores, levar para conhecer o Morumbi, eu vou fazer. Se acontecer de ele não torcer para o São Paulo, não sendo corintiano ou palmeirense para mim está ótimo. Aí não dá"", brincou.
Roger Lopes conversou com o ESPN.com.br com exclusividade
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