Ceni foi o capitão do time comandado por Ney Franco que conquistou o último título internacional da história do São Paulo. Ao fim do jogo, o ídolo tricolor fez questão de passar a braçadeira a Lucas Moura e permitir que o jovem vendido ao Paris Saint-Germain se despedisse do Morumbi levantando a taça.
LEIA TAMBÉM: Vale a pena ver de novo: ídolo do São Paulo, Palhinha age e força saída de Jamerson para o Morumbi
Rogério Ceni ainda jogaria mais três temporadas como goleiro do São Paulo antes de se aposentar em 2015. Depois da final contra o Tigre, o Tricolor quase foi bicampeão da Sul-Americana em 2013, caindo para a Ponte Preta na semifinal, e também esteve perto de conquistar o Campeonato Brasileiro de 2014, ficando na segunda colocação, atrás do Cruzeiro.
Agora, Rogério Ceni busca seu primeiro título pelo São Paulo como treinador. O comandante tricolor bateu na trave no ano passado, perdendo a final da Copa Sul-Americana contra o Independiente Del Valle, do Equador, por 2 a 0, em Córdoba, na Argentina.
Há algumas semelhanças em relação ao São Paulo de 2012 e o atual. Assim como há mais de dez anos, o clube lida com uma forte pressão por títulos importantes, embora tenha conquistado o Campeonato Paulista de 2021 em cima do Palmeiras.
A diferença é que naquela época, quatro anos – intervalo entre o tricampeonato brasileiro, em 2008, e a conquista da Sul-Americana de 2012 -, era um período longo demais sem uma conquista do São Paulo. Hoje, porém, o parâmetro é outro, uma vez que o clube amargou um jejum de títulos de oito anos e atravessa uma grave crise financeira.
Entre trancos e barrancos, o São Paulo estreia na Sul-Americana sonhando com o tão esperado título internacional, que escapou por pouco na temporada passada. Ao menos o clube conta com um comandante que sabe o caminho das pedras e, mesmo diante de todas as dificuldades, tem conseguido manter o time competitivo.
Rogério Ceni,Tigre, Sul-Americana, treinador, São Paulo
