Herói da classificação do São Paulo para as quartas de final da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, nesta quinta-feira, no Allianz Parque, o goleiro Jandrei admitiu que o pênalti perdido por Raphael Veiga no tempo normal, quando o jogo estava 2 a 0 para o rival, foi o ponto de virada para a retomada do Tricolor.
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Em participação no Globo Esporte desta sexta-feira, Jandrei falou sobre o lance e também brincou ao ser questionado sobre o valor do erro de Veiga, que chutou a bola para fora.
– Para fora é do goleiro também (risos).
– A hora que o Veiga perde o pênalti que seria do 3 x 0, dá uma inflamada a mais no nosso time, não deixamos de acreditar em momento algum, mas com certeza aquele pênalti chutado para fora nos deu mais confiança ainda e nos empurrou para cima e conseguir o gol que levava a disputa para os pênaltis – detalhou o goleiro.
– Não chegou a ser uma surpresa (a batida), pela qualidade do Veiga ele tem pênaltis nos dois cantos, no meio, é um batedor difícil de estudar. Por ele ter errado o último pênalti dele batendo na trave, imaginei que ele fosse bater cruzado, mais forte. Mas ele bateu no meio. Na decisão de pênaltis, fiquei decidido em um chute cruzado e tive a felicidade de fazer a defesa – comentou posteriormente, no Seleção sportv.
Depois, na disputa final, Jandrei defendeu as batidas de Raphael Veiga e Wesley. Ele também fez defesas importantes também no tempo normal, como em chutes de Dudu e Gustavo Scarpa no segundo tempo.
O goleiro também falou sobre outro lance decisivo: o pênalti marcado em cima de Calleri, após análise do árbitro Leandro Vuaden no VAR, que culminou no gol de Luciano, que selaria o 2 a 1 e a decisão nos pênaltis.
– Foi uma avaliação que foi para o VAR, sabemos que tem várias câmeras, vários ângulos para analisar, mas o Vuaden fez uma partida tranquila, deixou o jogo seguir quando tinha que seguir, e agora cabe a nós comemorar a classificação, independente do que aconteceu, também já fomos cobrar atitudes da arbitragem, assim como adversário, mas agora é pensar na sequência – destacou.
O São Paulo só conhecerá o adversário das quartas de final na terça-feira, após novo sorteio a ser promovido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Antes de pensar no torneio, o time retoma a atenção para o Brasileirão. No domingo, às 16h (de Brasília), o Tricolor recebe o Fluminense, no Morumbi, pela 17ª rodada.
Confira mais declarações de Jandrei, agora para o Seleção:
Desempenho
– Tivemos 15 minutos bem abaixo no começo do jogo, abriram 2 a 0 e vantagem que a gente tinha ficou a favor deles. Mas sabíamos que precisávamos apenas de um gol, nos ajustamos para buscar esse gol. Falamos para ter cabeça no lugar e não desesperar, colocar a bola no chão e jogar. Conseguimos jogar, manter mais a posse de bola e fizemos um restante de primeiro tempo bom, um segundo tempo bom. Conseguimos marcar bem e sair para não sofrer para chegar ao 2 a 1 e levar para os pênaltis. Isso nos deu muita confiança para chegarmos fortes nos pênaltis.
Estratégia nos pênaltis
– Ali é um pouco de tentar falar algo para desestabilizar o batedor. Comecei a gritar "vem que eu peguei". Quando ele bateu o pênalti e defendi, foi mais ou menos isso. Um pouco para tentar desestabilizar, ficar ao lado do gol e tentar fazer alguns movimentos. Tem que ter esse jogo mental para fazer que o batedor não pegue tão bem na bola e venha desestabilizado para bater o pênalti.
– Temos que às vezes buscar algumas coisas para desestabilizar o batedor. Tentei fazer alguma coisa diferente, como o Weverton tentou fazer se mexendo na linha do gol. É o que temos que fazer, além de estudar, para que possamos estar concentrador e fazer o nosso melhor.
Relação com Ceni
– Minha relação com ele é muito boa, desde a minha chegada me deu moral e confiança. Ele não opina muito nos treinamentos, mas na parte de construção, de jogar, algo que ele gosta muito de trabalhar. Minha relação com ele é muito boa, a gente conversa bastante e têm uma troca de experiência. Ele me passa algumas dicas e vem sendo muito importante para mim. O Otávio, treinador de goleiros, temos feito um trabalho muito bom. O Rogério nos dá muita confiança e nos traz muita confiança pelo treinador e goleiro que foi.
– O Rogério falou no geral, me deu boa sorte e falou mais com o grupo. Nada de estratégia, ele sabe que pênalti é muito da percepção dentro de campo, não adiantaria falar alguma estratégia para mim.
Mais pênaltis pela frente?
– Vamos trabalhar para não precisar, mas se precisar vamos nos preparar para seguir de fase na Sul-Americana, Copa do Brasil e Brasileiro e seguir vivos nessas competições.
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