
Preste atenção no que disse o quase sempre falastrão Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, sobre as vacas magras que rondam o Morumbi:
“É bem possível que este seja um ano sem títulos. Desde que começamos a ganhar, nós viramos referência e aí tem uma hora que as adversidades acontecem”.
E bota adversidade nisso.
Além da eliminação para o Cruzeiro há quatro dias, veio a derrota quase humilhante para o Corinthians.
O sempre falador Marco Aurélio Cunha segue a linha de Leco e acredita que o Tricolor vai entrar num período de secas depois de quatro anos ganhando algo importante.
Mas são-paulino que é são-paulino detesta perder.
Se é corintiano, no outro dia o “cabra” levanta, vai trabalhar e segue a vida.
Com o torcedor do São Paulo, não.
Dono de um nariz empinado, ele detesta perder.
Não pela derrota em si, mas pelo status da sensação de perder.
É mais ou menos parecido com a senhora ex-milionária que, falida, ainda mora na mesma mansão só para não ser tachada de “derrotada”.
Mesmo que a casa esteja caindo aos pedaços, o que não é o caso do Tricolor.
E se a “senhora” São Paulo não ganhar mais nada este ano?
E se a maré de azar durar duas, três temporadas?
E se o Morumbi perder a batalha pela abertura da Copa?
E se, pior, o estádio deixar de figurar entre os palcos dos jogos?
E se o Ricardo Gomes não der jeito no fragilizado elenco são-paulino?
E se Ju-Ju, o Juvenal Juvêncio, se arrepender de ter mandado o Muricy embora?
E se o Rogério Ceni não voltar a ser o que era?
E se ele nem voltar?
E se a fase não melhorar, a torcida vai lotar o estádio, como fizeram, em momentos mais difíceis do que o atual do SPFC, palmeirenses, corintianos, atleticanos, botafoguenses e gremistas?
E se essa situação não passar de uma “marolinha” e o tri virar tetra?
Quanto “e se”….
Opine!
