A decisão de quando e onde acontecerá a segunda partida da final do Paulistão deverá partir de um consenso da FPF (Federação Paulista de Futebol) em discussão com as empresas detentoras dos direitos de transmissão da competição: Record, HBO Max/Estádio TNT Sports, Premiere e YouTube. O sentimento é compartilhado por Palmeiras e São Paulo, depois de uma reunião virtual pela manhã que não conseguiu resolver o problema.
O encontro contou com a presença dos presidentes Leila Pereira (Palmeiras), Julio Casares (São Paulo) e Reinaldo Carneiro Bastos (Federação Paulista de Futebol). Fontes ouvidas pela reportagem disseram que o encontrou foi pautado por posições firmes de ambos os lados, com questionamentos de um para o outro, mas em tom cordial. A única decisão tomada foi a de que o primeiro jogo será realizado na quarta-feira (30), às 21h40 (de Brasília), no Morumbi.
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Os dois clubes se mantêm irredutíveis na disputa. O Palmeiras quer que o jogo aconteça no sábado, devido à logística para montagem de palco do show da banda Maroon 5, na terça-feira (5). Já o São Paulo deseja que seja no domingo, em um estádio à escolha da equipe alviverde.
O regulamento da competição diz que a decisão sobre o palco da partida fica sob responsabilidade da FPF: "A designação do local onde serão realizadas as partidas entre Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians, bem como as partidas da fase de quartas de final, semifinal e final da competição caberá ao Departamento de Competições".
De todo modo, segundo a visão de fontes dos dois finalistas ouvidas pela reportagem, a nota emitida hoje pela federação indica que não partirá dela a palavra final. O entendimento das partes é que o jogo acontecerá no dia que as empresas donas dos direitos de transmissão considerarem melhor.
Em nota oficial, a FPF afirmou que a definição da segunda data acontecerá "nas próximas horas". Os clubes, contudo, duvidam que um anúncio sairá em tão pouco tempo, levando em conta a dificuldade dos dois lados em ceder.
O Palmeiras defende que, por ter a melhor campanha, tem direito de atuar no Allianz Parque. A posição foi publicamente exposta ontem, em nota oficial assinada por Leila Pereira, e repetida na reunião de hoje. Já o lado são-paulino defendeu que a vantagem do rival é ser o mandante do duelo, não necessariamente no Allianz Parque.
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