Fernando Diniz também não abriu mão do seu estilo de posse de bola, toques rápidos, triangulações e trocas de posições. No entanto, ele fez mais do que isso: colocou uma pitada de paciência em seus jogadores. E a vitória por 1 a 0 foi conquistada com gol de Reinaldo, de pênalti.
O São Paulo rodou a bola de um lado para o outro em vários momentos. Quando não dava para entrar na área do rival, o chute de fora da área era a saída. Reinaldo quase abriu o placar em bola que parou na trave.
Sem conseguir entrar na zaga corintiana, o time não recorreu para o famoso "chuveirinho". Tanto é que durante toda a partida o São Paulo deu menos cruzamentos na área que o rival (8 a 10).
É fato que os toques de lado na intermediária começaram a irritar parte da torcida. Alguns mais exaltados no Morumbi pediam para a equipe jogar mais bola. Nas redes sociais, uma enxurrada de críticas do tipo "toca, toca, toca e não faz nada". O primeiro tempo realmente foi abaixo das expectativas.
A impaciência que se via nos torcedores não se viu nos jogadores. Na volta do intervalo, o Tricolor manteve o mesmo ritmo e encurralou o Corinthians ainda mais no campo de defesa. Sem força para o contra-ataque, o rival passou a ser praticamente nulo na partida.
E de tanto insistir, o São Paulo conseguiu a recompensa ao estilo que não abriu mão desde o apito inicial. Aos 20 minutos do segundo tempo, Vitor Bueno levou a bola pela esquerda, achou Hernanes na entrada da área, que com um toque sutil deixou Vitor Bueno em condições de finalizar.
O meia, no entanto, foi derrubado e o juiz marcou pênalti. Reinaldo converteu a cobrança e fez o Morumbi respirar aliviado.

Com o Corinthians precisando do resultado, Fábio Carille deu mais ofensividade ao time. Era tudo que Fernando Diniz queria. Como o jogo ficou mais franco, os contra-ataques do São Paulo funcionaram, e quase o segundo gol sai em jogada de Liziero com Igor Gomes.
Os gritos de "olé" ao fim do jogo e a explosão da torcida ao apito final dão indícios de que haverá paciência, pelo menos nesse início, com o trabalho de Diniz.
A paciência que também pode trazer tranquilidade para o término de um ano conturbado de um São Paulo que está cada vez mais vivo na briga por uma vaga no G-4 do Brasileirão.
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