Opção de passe
Fernando Diniz tem um modelo de jogo diferente do antecessor Cuca. O elenco tricolor pediu e avalizou o novo técnico do São Paulo por acreditar que com ele o time seria mais agressivo e dominante. O conceito de futebol do treinador se baseia nos jogadores sem a bola aparecerem sempre como opção de passe para quem tem a posse. Sua ideia de futebol se desenvolve a partir daí. Ele pede coragem aos jogadores na hora do toque de bola e cobra movimentação dos homens que estão sem a bola para construir as jogadas.
Treinamentos
A maioria dos treinos de Fernando Diniz é fechada para a imprensa. Ele prefere ter privacidade para eventualmente cobrar os jogadores de forma mais forte. O técnico prioriza muito a parte tática.
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Elenco do São Paulo
Fernando Diniz gosta muito do elenco do São Paulo, em especial de Alexandre Pato. O atacante se recupera de um estiramento na coxa direita, é desfalque diante do Flamengo e pode iniciar a transição para o campo na próxima semana.
Pato é um dos artilheiros do Tricolor na temporada, com cinco gols, ao lado de Reinaldo e Hernanes. O líder é Pablo, com seis gols. Diniz, aliás, trabalhou com Pablo no Athlético-PR, e com Tchê Tchê no Audax.
Além disso, Fernando Diniz gosta de trabalhar com garotos revelados na base. O atual grupo tem alguns atletas de Cotia: Walce, Liziero, Luan, Igor Gomes, Toró, Antony e Helinho.
– Grupo se encaixa perfeitamente. Jogadores de muita qualidade, renomados e vencedores. São Paulo é um celeiro de jovens talentos, gosto muito de olhar a base. Estou muito amparado – disse Fernando Diniz.
Passagem pelo Fluminense
Leia abaixo o relato do setorista do Fluminense no GloboEsporte.com, Felipe Siqueira, sobre a passagem do treinador pelo clube das Laranjeiras:
"Fernando Diniz é um treinador com uma visão interessante de futebol e com métodos de treinamentos modernos, antenados com o que se vê na Europa, mas que não conseguiu transformar em resultados em Fluminense e Athletico a sua filosofia de jogo.
Apesar de treinos longos, poucas folgas e alguns “esporros”, os jogadores tricolores, em sua maioria, “compraram” seus métodos de treinamentos. A relação com o elenco era excelente e os atletas sentiram demais sua saída. Tanto que um dos principais motivos da não assimilação do elenco a Oswaldo de Oliveira foi a mudança brusca de método de trabalho.
Formado em psicologia, tem como um dos principais pontos fortes o trabalho de encorajamento e convencimento de seus jogadores de que podem evoluir tecnicamente e entregar desempenho. Seus principais exemplos no Tricolor foram Allan, Caio Henrique e Matheus Ferraz, destaques do time sob seu comando.
Taticamente, seus times utilizam o “jogo posicional”, baseado em posse de bola, construção a partir da defesa, movimentação a partir do terço final do campo e tentativa de recuperação rápida da bola perdida.
A peça principal de seu esquema é o primeiro volante, no caso do Flu, Allan, que afundava entre os zagueiros para iniciar e reger a construção das jogadas.
Com este estilo, Diniz conseguiu fazer o Fluminense atuar de igual para igual ou até se impor a times superiores tecnicamente, como foi o caso de alguns confrontos com o Flamengo.
Por outro lado, o ponto fraco da equipe do Flu era a defesa. Apesar de permitir poucas finalizações do adversário, como o time subia com muitos jogadores, sempre que não conseguia recuperar a bola acabava sendo pego em situação vulnerável. Sob seu comando, o tricolor não foi vazado em apenas um jogo e tinha a segunda pior defesa do Brasileiro. Em certas partidas, faltou também um pouco mais de versatilidade, variedade de jogadas para o time tricolor.
Não fosse o baixo aproveitamento ofensivo dos jogadores de ataque e falhas técnicas de seus defensores – além de erros de arbitragem –, é provável que Diniz tivesse obtido melhores resultados à frente do Fluminense. Com um elenco mais qualificado no São Paulo e conseguindo ter mais tranquilidade, terá a grande oportunidade nas mãos de afirmar seu estilo na elite do futebol brasileiro."
São Paulo, Fernando Diniz, Filosofia, Tricolor