Por: Igor Souza
A relação conturbada entre Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e o vice-presidente do São Paulo, Roberto Natel, não é algo novo dentro do clube. No entanto, o novo capitulo foi além e envolveu até o filho do atual presidente. Tudo porque, a presença do vice-presidente não pegou bem dentro do ônibus dos atletas e, Fernando de Barros e Silva, o filho de Leco, até tentou 'evitar' a entrada de Natel e pediu para ele se assumir como oposição (núcleo contrário que se opõe a tal poder).
LEIA TAMBÉM: Presença de vice-presidente do SP surpreende e gera "desconforto" em ônibus com jogadores
Não foi a primeira troca de farpas envolvendo o vice-presidente e o atual presidente. Roberto Natel já fez duras críticas ao presidente Leco e a última situação foi além, envolvendo até mesmo o filho de Carlos Augusto.
Em março de 2018, Natel afirmou que o presidente Leco ''precisava escutar mais os membros''. A entrevista do vice-presidente, naquela época para Rádio Jovem Pan, mostrou a insatisfação de Roberto Natel. Relembre um trecho:
''Estou cobrando muito o presidente. Eu acho que ele tem de escutar mais os seus parceiros, escutar mais a administração, para que a gente volte a sorrir e ser diferente. A mim ele não tem escutado” - afirmou o vice-presidente do São Paulo Futebol Clube.
Vale ressaltar que naquela época, Natel não tinha sido o único a cobrar isso do presidente Leco, Marco Aurélio Cunha, e Pintado, também postularam a Carlos Augusto de Barros e Silva pelos mesmos motivos e afirmavam que ele precisava escutar mais as pessoas.
NÃO PAROU POR AÍ...
As críticas foram ainda maiores um ano após... Em março deste ano, Natel criticou novamente o presidente Leco e afirmou que ele era o ''problema total do São Paulo Futebol Clube'', mas apontou o impeachment como algo impossível. Natel não deixou de afirmar que a crise que o clube vivia dentro de campo era de responsabilidade do atual presidente. Além disso, o vice-presidente afirmou que Leco administrava como um amador; relembre:
''-O problema total é o Leco. Ele determina, faz e contrata. O Maicosuel foi um exemplo. Eu disse para não contratar, para olhar na internet e ver que não joga desde 2014. Ele disse que iria contratar porque gostava. Contratou e jogaram a culpa nos médicos. Se foram eles os culpados, por que não foram punidos? Isso mostra que o culpado é o Leco'' - disse Natel ao Bandsports.
'' - Torcedor, peço desculpas por ter elegido (o Leco). Eu me arrependo porque ele não escuta os parceiros, e o São Paulo fica na situação em que está. Mas não fujo da responsabilidade. Tenho certeza de que o Leco não terá paz comigo se continuar administrando como amador. Ele precisa botar na cabeça que é presidente e tem que se comportar assim, e não como garoto mimado '' - completou.
Em junho, Natel teve o seu nome vinculado a uma reunião interna da oposição, que iria discutir nomes e debater os candidatos a presidência após o término da gestão Leco. Roberto, por sua vez, negou o fato e disse estar chateado por ter o seu nome incluído no documento sem o seu consentimento.
/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2019/09/06/borrar.jpg )
Foto: GloboEsporte.com
Aliados durante o período das eleições, os dirigentes parecem ter quebrado essa união ao longo da segunda gestão Leco, que iniciou-se em 2017. Lembrando que Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, termina o seu mandato no fim do ano que vem (2020), mas não poderá concorrer à reeleição, pois não é permitido pelo estatuto do clube.
São Paulo, Leco, Roberto, Dirigentes