Na coletiva, o abatido técnico já se sentia vencido e carta fora do baralho ao concordar e apoiar o protesto dos torcedores.
“Eu também estaria xingando”, disse o derrotado Cuca.
A diretoria Tricolor tentou e muito convencer o treinador no vestiário a ficar porque ainda acreditava no trabalho dele, mas como todos sabem, quando Cuca cisma com uma coisa é final de linha. Quase sempre, irreversível. Aliás, foi o terceiro trabalho que o treinador abriu mão. Tinha feito o mesmo com Palmeiras e Santos.
Ele sai do São Paulo com aproveitamento de 47,4% em 26 jogos: nove vitórias, dez empates e sete derrotas. A pressão sobre o treinador era muito forte, pois o São Paulo conquistou apenas cinco dos últimos 18 pontos. Foram três derrotas (Goiás, Internacional e Vasco), dois empates (Grêmio e CSA) e somente uma vitória (Botafogo).
Na minha opinião, a chegada de Cuca já começou errada. Não via futuro nele comandando o clube do Morumbi. O mais correto teria sido manter o coordenador Vagner Mancini no cargo e espero que ele seja a escolha natural. Se deu jeito uma vez, sem conhecer muito a estrutura, imagina agora cinco meses depois.
O São Paulo não é mais o mesmo clube famoso por organização dentro e fora de campo. Desde o começo de 2018 passaram pelo cargo de técnico do Tricolor Dorival Júnior, Diego Aguirre, André Jardine e Cuca, além do próprio Vagner Mancini como interino. Muitas cabeças e caminhos diferentes. O fracasso era evidente.
Cabe agora ao diretor Raí e ao presidente Leco quebrarem a Cuca para salvar o São Paulo do pior. O Tricolor tem ainda 17 jogos no Brasileirão para dar a volta por cima. Até o título é possível!
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