Na última segunda-feira, Alexandre Pato alcançou a marca de 12 jogos pelo São Paulo desde que retornou ao Morumbi. Há cinco anos, quando defendeu o clube primeira vez e fez o mesmo número de partidas, ele ostentava três gols como hoje, mas vivia outra realidade.
Em 2014, Pato estava em alta. Era um dos destaques do time que tinha Ganso, Luis Fabiano e Alan Kardec. Somava 843 minutos nos 12 jogos (titular em todos), três assistências, 23 finalizações (oito no alvo) e média de 79,4% de passes certos.
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Treinado por Muricy Ramalho, ele chegou a jogar tanto como centroavante quanto como atacante pelo lado direito.
Ninguém cogitava vê-lo na reserva --situação comum ao então companheiro de ataque Luis Fabiano.
Cinco anos depois, com os mesmos 12 jogos e três gols, ele ostenta 837 minutos em campo (só não foi titular uma vez), nenhuma assistência, 24 finalizações (sete no alvo) e média de 75,5% de passes certos.
Ele já jogou centralizado no ataque e pelo lado esquerdo. E divide opiniões sobre sua condição de titular.
Na última partida, começou jogando contra a Chapecoense e atuou apenas os 45 iniciais. Chegou a participar de uma jogada que quase terminou em gol de Raniel (deu uma casquinha para o atacante finalizar), deu passe para Antony (goleiro evitou gol) e finalizou em chute cruzado. Uma participação que poderia render elogios, mas que foi criticada pela irregularidade de Pato.
Nos minutos finais era evidente que ele não estava mais oferecendo velocidade e talento ao time. O ritmo caiu.
Deixou o jogo no intervalo. Foi substituído por Toró, que acabou participando bem da goleada por 4 a 0 (todos os gols foram na etapa final), com um tento. O jovem atacante disputa com Pato e Everton uma vaga no ataque titular do São Paulo.
A tendência é Cuca manter Pato titular, condição em que ele treinou na última quinta-feira. No sábado, o time paulistano enfrentará o Fluminense, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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