Pato, Cuca e o emergir de um novo São Paulo

Fonte SPFC.NET
Novos tempos e novas esperanças. No momento esta é a perspectiva no tricolor do Morumbi depois de um começo de 2019 dos mais criticos dos últimos anos. Mas o torcedor está desconfiado. Isso porque o final de 2018 também trouxe esperanças de um novo ano e de novas perspectivas para a equipe.

O time durante o Brasileirão chegou a flertar com o titulo brasileiro sob o comando do uruguaio Aguirre. Tanto que em determinados momentos algumas das principais casas de apostas do Brasil na época como a 1xbet apontavam o São Paulo como favorito ao titulo. E mesmo depois de uma queda de rendimento acabou consolidando uma campanha consistente, senão de titulo, mas de vaga na Libertadores, o que acabou acontecendo. Na reta final a diretoria, tão criticada sempre, mas este é um capítulo a parte, confiou o trabalho e o futuro da equipe ao promissor técnico Jardine.

Jardine tem um histórico extremamente vencedor nas categorias de base da equipe e sempre foi identificado como um técnico muito capaz, com ideias modernas de futebol e antenado as tendências mais atualizadas do esporte. Por isso, a confiança de Raí que cacifou o jovem técnico no comando da equipe nas rodadas finais do Brasileirão assim como o gabaritou como mentor da equipe que iria ser montada em 2019. Não foi fácil. O São Paulo não respondeu bem a troca de comando nas rodadas finais e se arrastou no Brasileirão jogando um futebol ruim e em alguns momentos dando a impressão que poderia ficar até mesmo fora da pré Libertadores. Mas a gordura adquirida na gestão Aguirre foi suficiente e mesmo sem futebol e resultados a equipe conquistou uma vaga na Pré libertadores e consolidou assim o sonho de voltar a conquistar a competição continental que sempre é um grande objetivo do São Paulo. A torcida reservou algumas suspeitas pela falta de desempenho do time. Alguns problemas que ficariam mais agudos em 2019 já apareciam pela primeira vez. Por exemplo, os problemas internos e de relacionamento dos jogadores que ficaram mais exponenciados pelas crises com Diego Souza e Nenê. A incapacidade de Jardine em comandar um elenco recheado de estrelas e alguns setores da equipe que careciam de qualidade com atletas que não tinham qualidade suficiente para usar a camisa do São Paulo. Será que as contratações e a virada do ano seriam suficientes para resolver tudo isso?
Crise e queda na Libertadores
2019 veio com investimentos, talvez não os mais prementes, mas muitos caros. Pablo foi trazido a peso de ouro do Athletico Paranaense para o comando de ataque do tricolor. Na criação que havia sido um problema em 2018, o ídolo Hernanes estava de volta ao clube.
O começo de 2019 pareceu promissor com goleadas sobre alguns pequenos do interior. Mas bastou a derrota no primeiro clássico contra o Santos que os antigos problemas da equipe voltaram a aparecer de forma evidente. Para piorar por ter se classificado apenas para pré libertadores o São Paulo já tinha dois jogos decisivos logo no começo do ano antes da equipe conseguir atingir seu ápice físico e técnico. O modesto Talleres da Argentina não pode ser comparado a um ínfimo da grandeza tricolor mas os resultados recentes da equipe argentina mostravam um time competitivo e encarniçado que prometia dificuldades para o tricolor. O São Paulo era amplo favorito a avançar a próxima eliminatória da Libertadores. Por isso, apesar das preocupações o Talleres parecia apenas um caminho a ser ultrapassado.
Mas não foi bem isso que aconteceu como sabemos. O São Paulo naufragou na Argentina ao perder por 2x0 e não conseguiu reverter o resultado no jogo de volta em casa. A Libertadores que era um sonho, virou um pesadelo e a eliminação instalou uma profunda crise no clube. Depois de um tropeço desse naturalmente a cabeça a ser entregue numa bandeja foi a do jovem técnico Jardine. Mas resultados a parte ele não se demonstrou ser capaz de comandar um clube do tamanho do São Paulo e foi rebaixado novamente a auxiliar enquanto a diretoria procurava um nome de impacto para técnico da equipe.
Poucos pensaram em Cuca. Cuca havia realizado um bom trabalho no ano passado mas deixou o clube alegando problemas de saúde, mas também, por problemas de relacionamento com a diretoria do clube. Com uma discrição pouco usual o São Paulo negociou com o técnico com o compromisso de que ele assumiria depois da sua recuperação e até lá Vágner Mancini, que ocupa um cargo de gerência de futebol no clube, assumiria interinamente o clube. A chegada de um novo comando naturalmente começou a trazer mudança no elenco. Diego Souza foi negociado e reforços começaram a chegar. Dois deles de grande nível como Alexandre Pato e Tchê Tchê que chegam para serem titulares da equipe. E os reforços não devem para por ai.
O Futuro
Quando no cruzamento das semifinais do Paulistão calhou o Palmeiras muitos deram a questão como favas contadas. Tanto que nos principais sites de
palpites de futebol
da internet o São Paulo era azarão mesmo atuando em casa no primeiro jogo da semifinal do campeonato Paulista contra o Palmeiras. E a equipe rejuvenescida do São Paulo se portou muito bem enfrentando de igual para igual o clube mais rico e com o elenco mais milionário do país.
Claro que pregar otimismo para o São Paulo com a experiência negativa e frustração dos últimos anos pode deixar a torcida com um pé atrás. Além do mais e com toda a razão há um espírito crítico dos torcedores com relação a esta diretoria. Mas a parte a questão politica que ainda precisa ser resolvida no clube, as perspectivas no campo devem ser encaradas como bastante positivas. Primeiro, Cuca é um técnico muito competente. Anos atrás já demonstrou isso neste mesmo São Paulo quando foi um dos idealizadores da equipe que se sagrou campeã mundial. Mas desde então o técnico só evoluiu e realizou trabalhos ainda mais promissores. Seja em situações confortáveis como quando teve o dinheiro do Palmeiras/Crefisa para montar um time ao seu gosto, ou seja em outras situações como no ano passado no Santos quanto mesmo com um elenco limitado e uma diretoria problemática, neste sentido similar a do São Paulo, conseguiu impor sua filosofia de trabalho e realizar um trabalho consistente salvando o Santos do rebaixamento e mais do que isso quase indo a Libertadores.
Cuca é o homem certo para o conturbado cenário político no Morumbi. Ele é capaz de assumir o peso de conduzir um grande clube e blindar seu elenco de jogadores deixando-os menos expostos as intempéries de uma gestão problemática no clube. Mesmo que isso não resolva o problema original pelo menos protege o campo dos problemas que vem de fora. Além do mais, Cuca tem resultados demonstrados nos pontos corridos e sabe como disputar a competição. Isso unido a tradição do São Paulo neste tipo de disputa é uma promessa de esperança. Mas para além do comando técnico. O que traz mais esperanças ao São Paulo é o elenco que vai se montando. A primeira atitude de Cuca foi começar a se livrar das “laranjas podres”. Não queremos levantar falsas acusações mas bastou Cuca chegar que Diego Souza foi limado do Morumbi e Nenê vai pelo mesmo caminho. Talvez estes jogadores não estivessem ou estejam antenados com as necessárias mudanças que seriam impostas no clube. Ou de fato eram jogadores com péssima influência sobre o grupo de jogadores. Mas o fato é que desde a saída de alguns deles algo mudou. Os jovens parecem mais soltos e mesmo aqueles que eram considerados da igrejinha dos atletas não estão mais soltos. Com os problemas de fora a efetivações e consolidação dos jovens são a grande noticia do ano. Liziero, Antony, Luan e Helinho são a nova safra de Cotia parecem ter a qualidade suficiente para vestir a pesada camisa tricolor. Mas a coisa não parou neles. Hernanes em forma é jogador para ser titular em qualquer equipe do país e será a referência e o diferencial técnico do time. O homem capaz de decidir como já fez nas outras passagens que teve pelo Morumbi. Pato já chega como uma dos principais centroavantes do país. Embora muitos ainda desconfiem do foco do jogador não há como negar sua qualidade técnica. Além do mais, não podemos esquecer que ele terá a companhia de Pablo que com a chegada de tantos jogadores de qualidade deverá ver seu futebol crescer bastante também. A chegada de Tche Tche, claramente uma indicação de Cuca, supri um dos maiores problemas do elenco: um volante moderno, rápido e técnico capaz de realizar a transição. Na defesa Arboleda continua sendo o esteio de fiabilidade. Claro que ainda existem lacunas a serem preenchidas como as laterais. Mas o novo São Paulo começa a tomar forma, e uma forma muito interessante. Qual seu palpite para o São Paulo no Paulistão? E No Brasileirão? Aproveite os bônus de apostas
para acreditar neste novo e competitivo São Paulo que nasce.

São Paulo FC, Tricolor, Pato, cuca
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