Defendendo tabu histórico, São Paulo reencontra Guarani após seis anos

Fonte Gazeta Esportiva
Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net
A lista de duelos entre São Paulo e Guarani é extensa, guarda grandes confrontos, decisões de título brasileiro e ídolos em comum dos clubes de Campinas e do Morumbi. Nesta quinta-feira, Tricolor e Bugre se reencontram, desta vez no Pacaembu, às 19h (de Brasília) após seis anos de hiato e com uma única ambição: vindos de derrota, se recuperarem no Campeonato Paulista.

De um lado, um time obstinado a vencer e deixar novamente uma boa impressão após um revés contra o Santos onde foi dominado. Do outro, uma equipe que bateu o Corinthians no meio da semana, mas foi surpreendida pelo Oeste dentro de seus domínios. Esse é o cenário que os treinadores Jardine e Loss terão pela frente no primeiro embate entre as equipes desde 2013.
Pela sétima rodada do Campeonato Paulista de 2013, dia 9 de fevereiro, Guarani e São Paulo mediram forças no Brinco de Ouro da Princesa em um cenário semelhante ao desta quinta-feira. De olho no duelo que teria pela Copa Libertadores diante do Atlético Mineiro, o Tricolor foi à Campinas com um time misto e venceu os donos da casa por 2 a 1.
Naquele ano, o São Paulo repetiu o caminho que terá em 2019 na Libertadores, passando pela primeira fase antes da fase de grupo. Em 2013, o Tricolor venceu o Bolívar por 5 a 0 no primeiro, perdeu por 4 a 3 no segundo e avançou. Agora, se passar pelo Talleres-ARG, o Tricolor terá o vencedor do duelo entre Palestino-CHI e Independiente de Medellín, da Colômbia, antes de chagar na fase de grupos.
Com Paulo Henrique Ganso e Rogério Ceni em campo, o São Paulo, na época comandado por Ney Franco, buscava entrosamento ainda no início da temporada para um ano de disputa da Libertadores, que batia à porta. Entretanto, a qualidade do time da capital se sobressaiu diante dos donos da casa e depois de perder uma chance incrível, Aloísio, o “Boi Bandido”, aos 32 minutos, testou para o fundo da rede a bola cobrada por Carleto no escanteio.
Aloísio marcou um dos gols da vitória sobre o Guarani em 2013 (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
No segundo tempo, com um jogador a mais depois da expulsão de Cañete, o Guarani foi quem tomou a iniciativa e empatou o marcador aos 27 segundos. Diogo cruzou pela esquerda, e Thiago Gentil aproveitou a falha da defesa para bater Rogério Ceni e estufar a rede.
Foi o goleiro artilheiro e ídolo Tricolor, atualmente treinador do Fortaleza, quem decidiu o duelo. Aos 4 minutos, Thiago Matias colocou a mão na bola na meia-lua e, na cobrança de falta, Ceni colocou no canto esquerdo de Juliano e marcou o segundo e decisivo gol do duelo, mantendo o tabu de nunca ter perdido para o Bugre.
A invencibilidade do time do Morumbi sobre o de Campinas, inclusive, é histórica. A última vitória do Guarani sobre o São Paulo aconteceu no Paulista de 1997, por 2 a 0, no Brinco de Ouro, com gols de Gilson e Paulo Isidoro. Desde então, são 25 partidas, com 17 vitórias do Tricolor e oito empates.
São Paulo X Guarani decidiram o Campeonato Brasileiro de 1986
Uma partida que não consta no intervalo do tabu, mas terminou com final feliz para o São Paulo aconteceu em 1987, mesmo que válida pela decisão do Campeonato Brasileiro de 1986. Depois de empatarem por 1 a 1 no Morumbi, o time dos “Menudos” do Tricolor foram ao Brinco de Ouro e fizeram um embate histórico com os donos da casa, saindo de lá com o título.

Logo aos dois minutos, os pouco mais de 37 mil torcedores presentes, em maioria bugrinos, viram o lateral-esquerdo Nelsinho marcar um gol contra e colocar o Guarani na frente do placar. Aos nove, Bernardo, de cabeça, empatou o jogo e o placar permaneceu inalterado até o apito final, levando a decisão para a prorrogação. No período extra, Pita virou para o São Paulo aos dois minutos, mas o Guarani voltou a ficar na frente com os gols de Marco Antônio Boiadeiro e João Paulo. Nos segundos finais, Careca voltou a deixar tudo igual e levou a final para os pênaltis.
Careca, salvador da pátria, desperdiçou a primeira cobrança, assim como Boiadeiro pelo lado do Guarani. Depois, Tosin e Darío Pereyra converteram, enquanto João Paulo desperdiçou na abertura da terceira rodada e Rômulo fez, deixando o Tricolor na frente. Waldir Carioca e Fonseca também fizeram, assim como Evair. A cobrança do zagueiro Wagner Basílio, decisiva, ainda teve o toque do goleiro Sergio Néri, mas parou no fundo da rede e deu o título brasileiro ao São Paulo.
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